Entrevista: Falámos com Dead End que toca no festival ID_NOLIMITS em Março

É já nos próximos dias 29 e 30 de Março que se estreia a primeira edição do festival ID_NOLIMITS. Um festival que decorre no Centro de Congressos do Estoril e que promete juntar os fãs de Hip-Hop e música Eletrónica no mesmo espaço.

Um dos nomes que queremos voltar a ver ao vivo é o produtor português Dead End (que toca logo dia 29), e por isso mesmo tivemos oportunidade de trocar umas palavras com o mesmo acerca do excelente trabalho que tem desenvolvido, assim como da sua participação neste novo festival.

BILHETES



RN: Consideramos-te um produtor singular no nosso país e a tua sonoridade está certamente muito ligada às tuas influências. Consegues nos dizer de um modo geral de onde vem a inspiração para criares algo tão único?
DE: Obrigado pelo elogio. Tudo me influencia a produzir desta maneira, sejam as minha vivências, as pessoas com quem estou, a música que ouço etc. Penso que acima de tudo tento ouvir o máximo de música, o mais variada possível e o mais distante da esfera comercial e procuro não ser apenas mais um, mas através de uma sonoridade de ruptura encontrar um nicho pouco explorado e onde possa exprimir-me de forma diferente, tentando trazer uma sonoridade que vai sendo esculpida de maneira a que um dia possa ser considerada única e que possa ser associada a mim de forma instantânea por qualquer ouvinte. 


RN: Como é o formato Dead End ao vivo? Tens algo específicamente preparado para actuações futuras ou consegues de algum modo caracterizar essa tua vertente enquanto artista?
DE: É por norma um formato live set com algum espaço para improviso pelo meio pois toco com o Ableton Live e com uma MPD da Akai. Podem esperar um set diferente do que se ouve por norma na noite portuguesa, costumo trazer sets dinâmicos e cheios de energia para poder envolver o público mas sempre caracterizados pela minha sonoridade. No futuro o objetivo será investir numa vertente visual diferente também para se tornar num espetáculo mais completo.

 
RN: Achas que a liberdade sonora de um festival como o ID_NOLIMITS abre portas a artistas com formatos e sonoridades fora do comum? Sentes que de algum modo pode-se estar a preencher um espaço por ocupar em território nacional?
DE: Sem dúvida e a organização está de parabéns pela coragem em apostar num cartaz alternativo que abrange uma vastidão imensa de sonoridades dentro da música urbana e eletrónica, que têm pouca divulgação e que fogem ao panorama comercial que é promovido constantemente. Penso que este festival ocupa um espaço único e fundamental no nosso país que serve para abrir os horizontes ao público e que deve ser preenchido com mais apostas por parte de outras organizações.
 

RN: O que tens estado a preparar? Como tens ocupado o teu tempo enquanto Dead End?
DE: Tenho produzido intensamente, estou a conseguir ter alguma projeção internacional e há-que aproveitar o embalo e lançar o máximo de material com qualidade que conseguir. Vou lançar um EP  de três faixas em fevereiro pela Sound Museum. Estou a preparar um EP para lançar pela portuguesa Moriko Masumi. Vou ainda tentar lançar este ano um EP pela Saturate Records que é uma das minhas labels internacionais favoritas e tenho ainda em carteira um projeto com o MAF chamado Shallow, e pretendemos lançar música este ano também.
 
RN: O que podemos esperar para ver e ouvir no próximo dia 29 de Março?
DE: Podem esperar um set composto por cerca de 50% de música minha, lançada e algum material ainda por lançar, vou-vos dar um leque alargado do que ando a produzir e do meu Universo. De resto será música de artistas que gosto e que abrange um espetro que vai desde os beats de hip-hop à música eletrónica mais experimental. Terá um ambiente dark com muito bass à mistura e espero que seja uma experiência sonora rica para quem for ouvir.
 

Um grande obrigado ao Dead End pela colaboração neste nosso artigo, assim como à organização do festival ID_NOLIMITS por todo o trabalho que estão a desenvolver em torno deste novo formato.
 
Texto por João Moura

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