15 Principais Complicações da Diabetes (e como evitar)

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A diabetes pode levar a diversas complicações sérias, como hipoglicemia, o pé diabético, retinopatia, dificuldades na cicatrização, infecções, hipertensão arterial, e danos nos rins ou olhos. Essas complicações geralmente aparecem quando o controle do açúcar no sangue é inadequado e o tratamento não é seguido corretamente, pois o excesso de glicose pode lesionar diferentes partes do corpo, incluindo os olhos, rins, vasos sanguíneos, coração e nervos.

Contudo, é possível prevenir essas complicações através do tratamento médico adequado, monitoramento regular da glicemia, prática constante de exercícios físicos e uma alimentação balanceada.

15 Complicações da Diabetes

As principais complicações decorrentes da diabetes não controlada são:

1. Hipoglicemia

A hipoglicemia corresponde a uma queda acentuada dos níveis de glicose no sangue, frequentemente causada por desajustes no tratamento da diabetes, como a administração de uma dose excessiva de insulina ou outros medicamentos, ou por pular refeições. Seus sintomas comuns incluem náuseas, tonturas, tremores e sudorese fria.

2. Hiperglicemia

A hiperglicemia é uma complicação da diabetes caracterizada pela persistência de altos níveis de açúcar no sangue, manifestando-se com sintomas como visão turva, sede intensa, ressecamento da pele e fadiga. Pode ser provocada por doses inadequadas de insulina ou medicação, falta de adesão ao plano de tratamento (medicamentoso ou dietético), ou erros na aplicação da insulina.

3. Cetoacidose diabética

A cetoacidose diabética é uma condição grave da diabetes marcada por níveis de glicose superiores a 250 mg/dL e pelo acúmulo de corpos cetônicos. Os sintomas incluem sede extrema, hálito com odor frutado, dor abdominal, respiração acelerada e confusão mental. Geralmente ocorre quando o regime de insulina é insuficiente, seja por dose incorreta, omissão da aplicação ou falha do dispositivo. Constitui uma emergência médica que exige internação hospitalar imediata.

4. Pé diabético

O pé diabético é uma das complicações mais comuns da diabetes mal controlada, resultando no surgimento de feridas e na perda de sensibilidade nos pés. Esta condição é causada por danos nos vasos sanguíneos e nervos devido aos altos níveis de açúcar no sangue, podendo, em casos severos, levar à amputação do membro afetado pela comprometimento da circulação. O tratamento pode envolver curativos especializados e, por vezes, procedimentos cirúrgicos. Como medida preventiva, é fundamental lavar e secar os pés diariamente e aplicar creme hidratante, especialmente nos calcanhares.

5. Neuropatia diabética

A neuropatia diabética refere-se à degeneração progressiva e aos danos nos nervos causados por níveis elevados e constantes de açúcar no sangue, principalmente quando o tratamento não é seguido adequadamente. Esta complicação provoca uma diminuição da sensibilidade em certas áreas do corpo, como os pés (originando o pé diabético), ou sensações de queimação, frio ou formigamento nos membros afetados.

6. Retinopatia diabética

A retinopatia diabética é outra complicação da diabetes não controlada, pois os níveis elevados e frequentes de açúcar no sangue podem causar danos nos nervos e vasos sanguíneos da retina ocular. Esta condição pode levar a sintomas iniciais como piora gradual da visão, visão embaçada, manchas escuras no campo visual e, se não tratada corretamente, pode resultar em cegueira permanente.

7. Nefropatia diabética

A nefropatia diabética é uma lesão nos rins causada por danos progressivos nos vasos sanguíneos renais, que prejudicam a capacidade de filtração do sangue. Esta complicação da diabetes não controlada pode evoluir para insuficiência renal, exigindo, em alguns casos, a realização de hemodiálise, um procedimento que substitui a função renal através de uma máquina. Um sinal indicativo da nefropatia é a presença de albumina na urina, e a quantidade dessa proteína é um indicador da gravidade da condição.

8. Aterosclerose

A aterosclerose, que é o acúmulo de gordura nas paredes dos vasos sanguíneos, pode ocorrer em indivíduos com diabetes descontrolada. Isso acontece porque os altos níveis de açúcar no sangue contribuem para o aumento dos níveis de gorduras na circulação, o que compromete o fluxo sanguíneo e eleva o risco de doenças cardiovasculares.

9. Pressão alta

Devido aos danos nos rins e nos vasos sanguíneos, provocados pelos níveis elevados de açúcar no sangue, a diabetes também pode aumentar significativamente o risco de desenvolver pressão alta (hipertensão arterial).

10. Doenças cardiovasculares

A diabetes não controlada pode promover o desenvolvimento de diversos processos inflamatórios no organismo, elevando o risco de doenças cardiovasculares, como hipertensão, aterosclerose, infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral (AVC). Adicionalmente, há um risco maior de doença vascular periférica, onde as artérias das pernas e dos pés sofrem obstrução ou oclusão, resultando em estreitamento e endurecimento.

11. Gordura no fígado

A diabetes não controlada também pode aumentar o risco de acúmulo de gordura no fígado, uma condição conhecida como esteatose hepática ou “fígado gordo”. Se não for tratada, a esteatose hepática pode progredir para problemas mais sérios, como a cirrose hepática.

12. Infecções

Pessoas com diabetes têm uma maior propensão a desenvolver infecções devido à constante presença de grandes quantidades de açúcar no sangue, que favorece a proliferação de microrganismos e compromete o sistema imunológico. Assim, em casos de diabetes não controlada, há um risco aumentado de infecções e do desenvolvimento de doenças periodontais, que são infecções e inflamações da gengiva que podem levar à perda dentária.

13. Problemas de cicatrização

Os níveis cronicamente elevados de açúcar no sangue, decorrentes da diabetes não controlada, podem causar alterações nos vasos sanguíneos, diminuindo a circulação sanguínea, além de comprometer a ação do sistema imunológico. Dessa forma, a pessoa pode apresentar dificuldades na cicatrização da pele, mesmo em pequenas feridas, que podem demorar a curar, não cicatrizar adequadamente ou não cicatrizar de forma alguma, o que também eleva o risco de infecções.

14. Disfunção erétil

A disfunção erétil é uma complicação da diabetes não controlada em homens, pois os altos níveis de açúcar no sangue podem causar danos nos nervos e vasos sanguíneos, além de diminuir o fluxo de sangue para diversos órgãos, incluindo o pênis.

15. Síndrome hiperosmolar não cetótica

A síndrome hiperosmolar não cetótica, ou coma hiperosmolar não cetótico, ocorre quando a glicemia se mantém acima de 600 mg/dL por longos períodos, sendo mais comum em idosos, e resulta em deterioração do sistema nervoso central e desidratação grave. Essa complicação, assim como a cetoacidose diabética, é uma emergência médica, exigindo atendimento hospitalar imediato caso surjam sintomas como delírio, alucinações, sede extrema, fraqueza ou visão borrada.

Complicações da diabetes gestacional

As complicações da diabetes gestacional, que surgem durante a gravidez, podem incluir:

  • Crescimento excessivo do feto, podendo dificultar o parto;
  • Maior probabilidade de a mãe desenvolver diabetes futuramente;
  • Aumento do risco de aborto ou de mortalidade neonatal;
  • Níveis baixos de açúcar no sangue (hipoglicemia) ou outras condições no recém-nascido, uma vez que a glicose materna deixa de ser fornecida após o parto.

Para evitar tais complicações, é crucial o diagnóstico precoce por meio de exames regulares de glicose no sangue e na urina durante o acompanhamento pré-natal.

O que fazer para evitar complicações

Para prevenir as complicações da diabetes, é fundamental seguir estas orientações:

1. Fazer o tratamento correto

É de suma importância seguir rigorosamente o tratamento indicado pelo endocrinologista e monitorar os níveis de glicose regularmente ao longo do dia para manter o açúcar no sangue sob controle e evitar o desenvolvimento de complicações. Em casos de glicemia muito elevada, é essencial procurar imediatamente um pronto-socorro ou hospital. Se houver visão turva ou desfocada, um oftalmologista deve ser consultado, e caso seja diagnosticada retinopatia diabética, o tratamento pode envolver fotocoagulação a laser, cirurgias ou injeções intraoculares. Diante de sintomas de infarto ou AVC, como dor no peito, fraqueza em um lado do corpo ou dificuldade de fala, a busca por atendimento emergencial deve ser imediata.

2. Dieta para diabetes

A dieta para diabetes deve ser elaborada com a orientação de um nutricionista, priorizando alimentos saudáveis e ricos em fibras, como frutas com casca, vegetais frescos e cereais integrais. É igualmente importante evitar o consumo de gorduras saturadas, alimentos com alto teor de açúcar, frituras, massas e fast food.

3. Praticar exercícios físicos

A prática regular de exercícios físicos é essencial para o controle da diabetes e a prevenção de suas complicações. A atividade física ajuda a regular os níveis de açúcar no sangue, melhora a resistência à insulina, contribui para a perda de peso, otimiza a circulação sanguínea e auxilia na redução da pressão alta e do colesterol.