8 causas de dor na virilha na gravidez (e o que fazer)

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O desconforto na virilha durante a gravidez é frequentemente ligado a diversas alterações fisiológicas do período gestacional, incluindo o ganho de peso, as transformações corporais e a ação hormonal. Adicionalmente, as articulações da pelve podem apresentar rigidez ou instabilidade, um mecanismo natural para preparar o corpo feminino para o parto, o que pode resultar em dor, incômodo e até mesmo dificultar a movimentação.

Via de regra, a dor na virilha não aponta para complicações na gestação e tende a sumir após o nascimento do bebê. Contudo, a presença de sintomas associados, como febre, calafrios, corrimento vaginal ou ardência ao urinar, exige a busca imediata por assistência médica.

Manter consultas periódicas com o ginecologista e/ou obstetra, bem como realizar os exames do pré-natal de forma consistente, é fundamental para assegurar uma gravidez saudável e segura.

Principais causas

Entre as causas mais comuns de dor na virilha durante a gravidez, destacam-se:

1. Aumento do peso do bebê

O crescimento do bebê e o consequente aumento de seu peso representam uma das principais razões para a dor na virilha, especialmente no primeiro trimestre. Nesse período, os ligamentos e músculos pélvicos se distendem e relaxam para acolher o feto em desenvolvimento, o que pode gerar a sensação de dor.

O que fazer: Para aliviar o desconforto, é aconselhável evitar levantar ou transportar cargas pesadas. Atividades como hidroginástica, caminhadas suaves ou exercícios de Kegel são benéficas para fortalecer a musculatura e os ligamentos da pelve. Recomenda-se buscar orientação sobre a execução correta dos exercícios de Kegel.

2. Mudança no corpo

As transformações corporais femininas na gravidez são parte de um processo natural e fisiológico. Uma das mais significativas é a alteração da curvatura da coluna, que se adapta ao crescimento do bebê e prepara o corpo para o parto. Essas modificações podem levar ao relaxamento dos músculos e ligamentos pélvicos, resultando em dor na virilha.

O que fazer: É recomendado praticar exercícios físicos voltados para o fortalecimento da musculatura pélvica e dorsal. Adicionalmente, evite calçados de salto alto, procure repousar com as costas bem apoiadas, evite sobrecarregar uma única perna ao ficar de pé e durma com um travesseiro entre os joelhos. Em certas situações, o médico pode sugerir o uso de uma cinta de suporte abdominal ou sessões de fisioterapia para reforçar a musculatura da pelve.

3. Liberação de hormônio

A liberação do hormônio relaxina pode ser um fator para a dor na virilha, pois ele atua relaxando os ligamentos e as articulações dos quadris e da pelve, facilitando a acomodação do bebê em crescimento. Sua concentração aumenta ainda mais durante o trabalho de parto, auxiliando na passagem do bebê, o que também pode provocar dor na virilha, com melhora esperada após o parto.

O que fazer: Recomenda-se repouso e a prática de exercícios para fortalecer a musculatura pélvica. O médico também pode prescrever o uso de uma cinta de suporte para o quadril, que contribui para estabilizar a articulação e aumentar o conforto.

4. Aumento de peso da mãe

Ao longo dos nove meses, ou 40 semanas de gestação, a mulher pode ganhar entre 7 e 12 kg. Esse acréscimo de peso pode sobrecarregar os músculos e ligamentos da pelve, desencadeando dor na virilha, um sintoma que se manifesta com maior frequência em gestantes que já apresentavam sobrepeso ou sedentarismo antes da gravidez.

O que fazer: É aconselhável evitar calçados de salto alto, optando por sapatos mais confortáveis e baixos. Além disso, procure não sobrecarregar a coluna, utilizando os braços como apoio ao sentar e levantar. A prática de atividades físicas leves, como caminhada ou hidroginástica, é crucial para o controle do peso e o fortalecimento da musculatura pélvica.

É possível seguir uma dieta equilibrada com o suporte de um médico ou nutricionista, garantindo que o ganho de peso durante a gestação seja saudável e controlado.

5. Descolamento da placenta

A separação prematura da placenta, ou descolamento, pode acontecer em qualquer etapa da gravidez e manifesta-se, entre outros sinais, por uma dor súbita na virilha, acompanhada por sintomas como sangramento, dor abdominal intensa, fraqueza, palidez, suores excessivos ou taquicardia.

O que fazer: Nesses casos, é imprescindível buscar atendimento médico de emergência ou dirigir-se ao pronto-socorro mais próximo para uma avaliação e conduta terapêutica adequadas. O tratamento do descolamento de placenta é personalizado, considerando a gravidade da situação e o estágio da gestação.

6. Infecções

Certos tipos de infecções, como as urinárias, intestinais, apendicite ou infecções sexualmente transmissíveis, podem provocar dor na virilha. Geralmente, elas vêm acompanhadas de outros sintomas, tais como febre, calafrios, náuseas ou vômitos.

O que fazer: É crucial procurar assistência médica imediatamente para que o tratamento mais apropriado seja iniciado, que pode incluir antibióticos seguros para uso durante a gravidez, conforme prescrição médica.

7. Disfunção da sínfise púbica (DSP)

A Disfunção da Sínfise Púbica (DSP) ocorre quando a articulação que une as duas metades do osso pélvico se torna excessivamente flexível ou se separa durante a gestação. Essa condição pode gerar uma dor aguda na região frontal da pelve ou na virilha, tornando desafiadoras atividades como caminhar, permanecer de pé ou mudar de posição na cama.

Como aliviar: Aconselha-se restringir atividades que demandem o apoio sobre uma única perna. Além disso, mantenha os joelhos unidos ao se movimentar na cama e considere o uso de cintas de suporte pélvico. Tais medidas podem contribuir para diminuir a tensão sobre a articulação.

8. Alterações raras nos ossos

Em situações menos frequentes, a dor na virilha durante a gestação pode estar ligada a patologias ósseas, como osteoporose transitória da gravidez, osteonecrose do quadril ou fraturas por estresse na pelve. Embora incomuns, essas condições podem provocar uma dor pélvica ou no quadril que é persistente ou intensa.

Como aliviar: É fundamental procurar um médico para um diagnóstico preciso da alteração e, consequentemente, iniciar o tratamento mais apropriado. Este pode incluir repouso, modificações nas atividades diárias e, em certas circunstâncias, a administração de medicamentos.

Quando consultar o médico

A consulta com o ginecologista ou obstetra é essencial se a dor na virilha vier acompanhada de outros sintomas, tais como:

  • Febre ou arrepios;
  • Dor ou sensação de queimação ao urinar;
  • Presença de nódulos ou inchaços;
  • Dor na área intestinal;
  • Dor abdominal forte no lado direito.

Nestas circunstâncias, o profissional de saúde poderá requerer exames complementares, como análises sanguíneas e de imagem, para uma avaliação detalhada da saúde tanto da mãe quanto do bebê.