Cientistas da Universidade de Utah fizeram uma descoberta surpreendente: indivíduos com um maior número de tatuagens tendem a ter uma menor incidência de melanoma, a forma mais agressiva de cancro de pele. Esta investigação inovadora foi publicada no Journal of the National Cancer Institute (JNCI).
O estudo, de grande envergadura, analisou dados de mais de 7 mil pessoas, incluindo 1 167 pacientes com melanoma. Observou-se que aqueles que fizeram quatro ou mais sessões de tatuagem ou que possuíam três ou mais tatuagens de grande dimensão apresentavam um risco quase duas vezes menor de desenvolver melanoma, em comparação com pessoas sem tatuagens. O efeito foi particularmente notório entre aqueles que fizeram a sua primeira tatuagem antes dos 20 anos.
Os autores sublinham que o mecanismo por trás desta associação ainda não está claro. É possível que esteja relacionado com as características da resposta imunitária ou com diferenças no comportamento de exposição solar entre os amantes de tatuagens. Os cientistas apelam à cautela: é prematuro afirmar que as tatuagens oferecem uma proteção direta, sendo necessárias mais pesquisas para confirmar e desvendar este resultado paradoxal.
Adicionalmente, estudos anteriores já haviam demonstrado que até mesmo uma caminhada regular, sem grande intensidade, pode diminuir significativamente o risco de cancro em geral.
