Investigadores da Universidade Duke descobriram que a inibição da enzima STK17B torna as células do mieloma múltiplo vulneráveis à ação do ferro, levando à sua destruição. Estas conclusões foram publicadas na revista Blood.
O mieloma múltiplo é uma forma comum de cancro do sangue, caracterizada pela acumulação de células plasmáticas anormais na medula óssea, que suprimem as células saudáveis e enfraquecem o sistema imunitário. Os cientistas identificaram que as células tumorais desenvolveram um mecanismo para bloquear o processo natural de morte celular dependente de ferro, conhecido como ferroptose, o que contribui para a sua sobrevivência e para o desenvolvimento de resistência à terapia.
Foi determinado que a enzima STK17B desempenha um papel crucial na proteção das células do mieloma contra os efeitos tóxicos do ferro. Ao suprimir a sua atividade com um medicamento experimental, a equipa conseguiu induzir a ferroptose e, simultaneamente, aumentar a eficácia dos métodos de tratamento existentes. Em experiências com ratos, esta abordagem atrasou significativamente o crescimento dos tumores.
Os autores do estudo sublinham que este novo método abre perspetivas para a criação de medicamentos anticancerígenos fundamentalmente novos, aplicáveis não só na terapia do mieloma múltiplo, mas também noutros tumores que também desenvolveram resistência à ferroptose.
Anteriormente, os cientistas também confirmaram que um derivado da vitamina B3 — a nicotinamida — reduz o risco de cancro de pele não melanoma.
