Cortisol: Funções, Níveis, Sintomas de Excesso e Deficiência

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O cortisol, frequentemente chamado de “hormônio do estresse”, é secretado pelas glândulas suprarrenais. Ele desempenha papéis cruciais na regulação metabólica, na resposta do corpo ao estresse e na manutenção do equilíbrio do sistema imunológico.

Níveis elevados de cortisol podem levar à síndrome de Cushing, que pode ser desencadeada por produção excessiva do próprio corpo, tumores, outras condições médicas ou uso prolongado de corticosteroides. Por outro lado, a deficiência de cortisol é denominada insuficiência adrenal, frequentemente resultante de disfunções nas glândulas adrenais, na hipófise ou no hipotálamo.

A concentração de cortisol no sangue flutua ao longo das 24 horas. Geralmente, começa a subir entre 3 e 4 da manhã, alcançando seu pico por volta das 9 horas da manhã. Subsequentemente, os níveis decrescem progressivamente, atingindo as menores concentrações por volta das 23 horas.

Para que serve

As funções primordiais do cortisol incluem a modulação do metabolismo de carboidratos, proteínas e gorduras, a harmonização da resposta imunológica e a manutenção da pressão arterial. Adicionalmente, este hormônio é fundamental na preparação do organismo para reagir a situações de estresse, seja ele físico ou emocional.

Sintomas de cortisol alto

O excesso de cortisol pode manifestar-se através de diversos sinais e sintomas:

  • Ganho de peso;
  • Fraqueza muscular;
  • Hipertensão arterial;
  • Flutuações de humor;
  • Face arredondada (face em lua cheia);
  • Irregularidades menstruais;
  • Lesões cutâneas;
  • Fragilidade óssea.

Estes indicativos são característicos da síndrome de Cushing, uma condição mais prevalente em indivíduos submetidos a tratamentos prolongados com corticosteroides em altas doses, como os utilizados em enfermidades como lúpus, artrite reumatoide ou asma.

Como tratar o cortisol alto

O manejo do cortisol elevado requer a supervisão de um endocrinologista, pois o plano terapêutico é individualizado conforme a causa. Pode abranger mudanças no estilo de vida, como a prática regular de exercícios físicos e a garantia de um sono reparador. Em casos mais severos, o médico pode prescrever medicamentos específicos, como metirapona ou aminoglutetimida.

Sintomas de cortisol baixo

Os principais indícios de uma deficiência de cortisol incluem:

  • Fadiga persistente;
  • Perda de apetite;
  • Dores abdominais;
  • Hipotensão (pressão baixa);
  • Emagrecimento;
  • Hipoglicemia (níveis reduzidos de açúcar no sangue).

A redução dos níveis de cortisol no corpo é uma característica da insuficiência adrenal, uma condição que pode ser provocada por doenças ou disfunções que afetam as glândulas adrenais, a hipófise ou o hipotálamo.

Como tratar o cortisol baixo

A abordagem terapêutica para o cortisol baixo é definida pelo endocrinologista e geralmente envolve a reposição hormonal com medicamentos como prednisona ou hidrocortisona (corticosteroides), e em certas situações, mineralocorticoides.

Como avaliar os níveis de cortisol

A avaliação dos níveis de cortisol pode ser realizada por meio de amostras de sangue, urina ou saliva, sendo solicitada quando há suspeita de síndrome de Cushing ou insuficiência adrenal. Para a investigação de insuficiência adrenal (cortisol baixo), a coleta sanguínea é frequentemente realizada pela manhã, entre 8 e 9 horas. Valores abaixo de 5 µg/dL podem sugerir insuficiência adrenal, enquanto valores superiores a 18 µg/dL geralmente descartam esse diagnóstico. No cenário de suspeita de síndrome de Cushing (cortisol alto), a dosagem pode ser feita após a administração de 1 mg de dexametasona na noite anterior, ou através da análise da saliva ou urina.