Descoberta de Terapia Potencial para Regeneração Nervosa na Esclerose Múltipla

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Investigadores da Universidade de Cambridge anunciaram resultados preliminares promissores de um ensaio clínico. Estes revelaram que a combinação de dois medicamentos bem conhecidos — metformina, utilizada no tratamento da diabetes, e clemastina, um anti-histamínico — pode estimular o processo de reparação da mielina. A mielina é a bainha protetora das fibras nervosas, que é danificada na esclerose múltipla (EM). Estas descobertas foram apresentadas na conferência do Comité Europeu para Tratamento e Pesquisa em Esclerose Múltipla (ECTRIMS).

Cerca de 70 pacientes com esclerose múltipla recorrente participaram no estudo. Durante seis meses, metade do grupo recebeu a combinação de medicamentos, enquanto a outra metade recebeu um placebo. Nos pacientes que receberam a terapia ativa, a velocidade da condução dos sinais nervosos manteve-se estável, ao passo que no grupo do placebo observou-se uma diminuição. Isso sugere a capacidade potencial dos medicamentos para restaurar a mielina e proteger os nervos de uma maior degeneração.

Embora os participantes do estudo ainda não tenham notado melhorias significativas na sua vida quotidiana, os cientistas enfatizam a perspetiva a longo prazo. A principal vantagem desta abordagem reside na possibilidade de atrasar a progressão da incapacidade. Se ensaios subsequentes confirmarem a eficácia e segurança deste método, poderá representar um avanço no desenvolvimento de uma nova classe de terapias. Estas poderão ser aplicáveis não só no tratamento da esclerose múltipla, mas também de outras doenças neurodegenerativas, como as doenças de Alzheimer e Parkinson.

Anteriormente, foi estabelecido que a esclerose múltipla pode manifestar sinais precoces 10 a 15 anos antes do diagnóstico oficial, incluindo sintomas como ansiedade, depressão, fadiga crónica e dores de cabeça frequentes.