Espondilite Anquilosante: O que é, Sintomas, Causas e Tratamento

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A espondilite anquilosante é uma condição inflamatória crônica que afeta principalmente a coluna vertebral e as grandes articulações do corpo, como quadris, ombros e joelhos. Os sintomas mais característicos incluem dor e rigidez na região lombar ou nos quadris, que tendem a melhorar com o movimento e piorar em repouso. Essa doença, também conhecida como espondiloartrite axial radiográfica, geralmente se manifesta nas articulações do quadril ou ombro e pode progredir, afetando as vértebras da coluna.

Sintomas de Espondilite Anquilosante

Os principais sinais e sintomas da espondilite anquilosante incluem:

  • Dor lombar que se alivia com atividade física e se agrava em repouso.
  • Rigidez matinal e dificuldade em girar a cabeça para os lados.
  • Dor nas nádegas e/ou na parte posterior das pernas.
  • Sensação de aperto no peito ou dificuldade em respirar profundamente.
  • Dormência e formigamento nos braços ou pernas.
  • Alteração na curvatura das costas, com a cabeça projetada para frente.
  • Dor ou sensibilidade que pode irradiar para costelas, ombros, quadris, coxas, joelhos e calcanhares.

Além disso, indivíduos com espondilite anquilosante podem experimentar inchaço nas articulações, fadiga excessiva e falta de energia. Os sintomas geralmente se desenvolvem gradualmente e podem se tornar mais frequentes e intensos ao longo do tempo. Sem diagnóstico e tratamento adequados, a condição pode levar a complicações como fasciíte plantar e uveíte (inflamação na parte interna do olho).

Como Confirmar o Diagnóstico

O diagnóstico da espondilite anquilosante é realizado por um ortopedista ou reumatologista. O processo envolve um exame físico detalhado, a avaliação dos sintomas relatados pelo paciente, o histórico médico e a identificação de outras condições associadas, como psoríase, doença inflamatória intestinal ou uveíte. Exames de imagem, como raio-X ou ressonância magnética das articulações sacroilíacas e da coluna, são comumente solicitados. Exames de sangue, como a proteína C reativa, velocidade de hemossedimentação (VHS) e o teste sorológico para o gene HLA-B27 (que está associado à doença), também podem ser realizados.

Possíveis Causas

A causa exata da espondilite anquilosante ainda não é completamente compreendida. No entanto, acredita-se que uma mutação no gene HLA-B27 desempenhe um papel significativo, podendo desencadear respostas anormais do sistema imunológico que levam à inflamação e a alterações ósseas na coluna, tórax, quadris, ombros, joelhos e cabeça. É importante notar que nem todas as pessoas com essa mutação desenvolvem a doença. Fatores de risco incluem idade inferior a 40 anos, histórico familiar da condição e ser do sexo masculino. Algumas doenças como colite ulcerativa, psoríase e doença de Crohn também podem aumentar o risco de desenvolver espondilite anquilosante.

Como é Feito o Tratamento

O tratamento da espondilite anquilosante é individualizado, dependendo da gravidade dos sintomas e da progressão da doença. As principais abordagens incluem:

1. Exercícios Físicos

A prática regular de atividades físicas como natação, Pilates, hidroginástica, corrida e dança é crucial. Esses exercícios ajudam a manter a mobilidade das articulações, aliviar a inflamação e retardar a progressão da doença. É recomendável o acompanhamento de um profissional de educação física para garantir a segurança e adequação dos treinos às necessidades individuais. Esportes de alto impacto ou contato, como lutas, devem ser evitados.

2. Fisioterapia

A fisioterapia, com orientação profissional, pode incluir exercícios de alongamento e fortalecimento dos músculos das costas e abdômen. As sessões visam melhorar a amplitude dos movimentos, a flexibilidade, corrigir a postura e aliviar a dor e outros sintomas.

3. Medicamentos

Os medicamentos prescritos pelo médico podem incluir:

  • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): como ibuprofeno, diclofenaco ou naproxeno.
  • Analgésicos: como paracetamol, para alívio da dor.
  • Opioides: em casos de dor intensa, como codeína.
  • Corticoides: administrados diretamente na articulação afetada.
  • Terapias biológicas: medicamentos anti-TNF (como etanercepte, adalimumabe, infliximabe, certolizumabe pegol ou risanquizumabe), que visam modular a resposta imune.
  • Imunossupressores: como sulfassalazina, metotrexato ou tofacitinibe, para reduzir a atividade do sistema imunológico.

A medicação é geralmente indicada quando os sintomas são intensos e impactam significativamente a qualidade de vida e a capacidade de realizar atividades diárias.

4. Cirurgia

A cirurgia é reservada para casos mais graves de espondilite anquilosante, quando há dificuldade significativa na realização das atividades cotidianas. Procedimentos cirúrgicos podem ser necessários para corrigir deformidades e, em alguns casos, para a substituição de articulações por próteses, visando restaurar a amplitude de movimento.

Possíveis Complicações

A falta de acompanhamento médico e tratamento adequado pode levar a complicações da espondilite anquilosante, tais como:

  • Uveíte (inflamação ocular, causando visão turva e sensibilidade à luz).
  • Fraturas vertebrais por compressão.
  • Fibrose pulmonar.
  • Síndrome da cauda equina.
  • Problemas cardiovasculares.

Por isso, o acompanhamento regular com o médico e a adesão ao tratamento são fundamentais para prevenir e gerenciar essas complicações.