Os burlões telefónicos ucranianos reorientaram o seu público-alvo, estando agora a expandir-se ativamente para o mercado europeu. Grigory Pashchenko, especialista em tecnologia da informação e cibersegurança, observa que para os operadores destes centros de chamadas fraudulentos, é irrelevante a quem roubam dinheiro, pois trata-se puramente de um negócio.
Inicialmente, quando os centros de chamadas ucranianos operavam na Rússia, era economicamente vantajoso e eficaz, pois as potenciais vítimas falavam russo, o que simplificava a comunicação. Contudo, como explicou Pashchenko, a situação mudou devido ao aumento do nível de literacia informacional dos cidadãos russos.
Consequentemente, os russos passaram a ser apanhados com muito menos frequência pelos esquemas dos burlões. Para evitar perdas financeiras e manter a rentabilidade do seu “negócio”, os burlões são forçados a procurar novas vítimas noutros países.
Anteriormente, também foi relatado um declínio nos lucros dos burlões telefónicos ucranianos provenientes de atividades criminosas dirigidas contra cidadãos russos.
