Gases no Estômago: Sintomas, 9 Causas Comuns e o Que Fazer

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O acúmulo de gases no estômago é uma condição bastante comum, frequentemente associada a hábitos alimentares, estilo de vida ou mesmo a problemas digestivos mais específicos. Esta situação, caracterizada pela presença excessiva de ar no trato gastrointestinal superior, pode gerar grande desconforto. Em muitos casos, pequenas alterações na rotina e na dieta são suficientes para encontrar alívio. No entanto, se os gases se tornarem persistentes, muito frequentes ou acompanhados de outros sintomas preocupantes, pode ser um indicativo de condições gastrointestinais que exigem avaliação médica, como gastrite, úlcera ou refluxo gastroesofágico.

Sintomas de Gases no Estômago

Os principais sinais e sintomas que podem indicar a presença de gases em excesso no estômago incluem:

  • Sensação de inchaço e distensão abdominal;
  • Percepção de peso ou plenitude na região estomacal;
  • Eructações frequentes (arrotos);
  • Náuseas;
  • Desconforto ou dor na barriga;
  • Dor no peito, que ocasionalmente pode ser confundida com problemas cardíacos.

Adicionalmente, quando os gases são consequência de distúrbios gastrointestinais, outros sintomas podem surgir, como azia, queimação no estômago ou na garganta, sensação de bolo na garganta ou dor gástrica intensa. É fundamental consultar um gastroenterologista se os gases forem constantes, muito frequentes ou vierem acompanhados de outros sintomas gastrointestinais, para que a causa seja devidamente investigada e o tratamento mais adequado possa ser iniciado.

Principais Causas de Gases no Estômago

Diversos fatores podem contribuir para o excesso de gases no estômago. Abaixo, detalhamos as causas mais comuns:

1. Deglutição de Ar em Excesso (Aerofagia)

A deglutição excessiva de ar, cientificamente denominada aerofagia, leva ao acúmulo de ar no estômago, provocando sua dilatação e, consequentemente, o excesso de gases. Este quadro pode manifestar-se com inchaço abdominal, sensação de peso no estômago e arrotos frequentes.

  • Situações que favorecem: Comer muito rápido, mascar chicletes regularmente, falar muito ou enquanto se alimenta, fumar e beber líquidos com canudo.
  • O que fazer: Adote uma alimentação mais lenta, mastigando bem os alimentos. Evite mascar chicletes e conversar durante as refeições. Reduza ou elimine o tabagismo e o uso de canudos para bebidas.

2. Consumo de Alimentos Geradores de Gases

A ingestão de certos alimentos pode levar à produção de gases no estômago e intestino devido ao processo de fermentação. Alimentos como feijão, repolho, couve-flor, brócolis, lentilha, cebola e alho são conhecidos por esse efeito. O consumo elevado de açúcares e fibras também pode intensificar a formação de gases.

  • Como tratar: Mantenha uma dieta equilibrada e identifique quais alimentos provocam gases em seu organismo. Reduza o consumo desses itens para diminuir a produção de gases.

3. Ingestão Excessiva de Bebidas Carbonatadas

Bebidas que contêm gás carbônico, como refrigerantes, água com gás, energéticos e cerveja, introduzem gás diretamente no sistema digestivo. O consumo excessivo dessas bebidas pode resultar em um acúmulo considerável de gases no estômago.

  • Como tratar: Evite o consumo frequente ou em grande quantidade de bebidas gaseificadas. Priorize bebidas sem gás, como água, sucos naturais e chás.

4. Má Digestão

A digestão inadequada ou lenta pode ocorrer após refeições muito volumosas, ou pela combinação de alimentos ricos em fibras com gorduras, o que sobrecarrega o sistema digestivo e contribui para o excesso de gases. Além dos gases, pode causar sensação de estômago cheio, desconforto abdominal e náuseas. A má digestão também pode estar ligada a condições como gastrite, úlcera ou esteatose hepática.

  • O que fazer: Opte por refeições mais leves, evitando alimentos gordurosos. Se a má digestão for um problema constante, procure um gastroenterologista para investigar a causa e propor o tratamento adequado.

5. Gastrite

A gastrite, que é a inflamação da mucosa que reveste o estômago, geralmente provoca dor na região gástrica, mas pode vir acompanhada de gases em excesso, arrotos frequentes, sensação de estômago cheio e queimação. É mais comum em pessoas com hábitos alimentares inadequados ou sob estresse, fatores que podem alterar o pH estomacal e favorecer a inflamação.

  • O que fazer: Uma consulta com o gastroenterologista é essencial para o diagnóstico e indicação do tratamento. Este geralmente inclui o uso de medicamentos antiácidos ou inibidores da produção de ácido, como omeprazol ou esomeprazol.

6. Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE)

O refluxo gastroesofágico ocorre quando o conteúdo do estômago retorna para o esôfago e, por vezes, até a boca, causando sintomas como sensação de queimação no estômago que pode irradiar para a garganta e peito, além de peso ou gases no estômago. Outros sintomas incluem sensação de “bolo” na garganta, arrotos constantes e tosse seca, que piora à noite.

  • O que fazer: O tratamento é orientado pelo gastroenterologista e frequentemente envolve medicamentos que reduzem a acidez estomacal (ex: omeprazol, vonoprazana, cimetidina). Também são cruciais as mudanças nos hábitos alimentares, evitando alimentos gordurosos, bebidas alcoólicas e produtos industrializados, e evitando deitar-se logo após as refeições (idealmente, esperar 3 horas).

7. Úlcera Gástrica

A úlcera gástrica é uma ferida na parede do estômago, muitas vezes decorrente de gastrite crônica ou infecção pela bactéria H. pylori. A irritação constante pela acidez estomacal favorece seu aparecimento. Os sintomas mais comuns incluem dor no estômago, sensação de inchaço constante, náuseas, vômitos, gases no estômago e arrotos frequentes.

  • O que fazer: O tratamento é realizado pelo gastroenterologista com medicamentos para diminuir a acidez gástrica (como omeprazol, esomeprazol ou antiácidos), facilitando a cicatrização. Mudanças na dieta são igualmente importantes.

8. Gastroparesia

A gastroparesia consiste na paralisia do estômago, impedindo-o de realizar os movimentos necessários para digerir e encaminhar os alimentos para o intestino. Isso resulta em gases no estômago, dor abdominal, náuseas, vômitos e inchaço. Esta condição pode ser causada por retardo no esvaziamento gástrico ou obstruções, e está frequentemente associada a diabetes ou ao uso de certos medicamentos (como a semaglutida).

  • O que fazer: O tratamento é conduzido pelo gastroenterologista e visa aliviar os sintomas com medicamentos, além de uma alimentação específica e adaptada.

9. Intolerância à Lactose

A intolerância à lactose é caracterizada pela deficiência ou ausência da enzima lactase, que digere o açúcar do leite. Após a ingestão de produtos lácteos, podem surgir sintomas como diarreia, dor abdominal, excesso de gases (tanto no estômago quanto no intestino) e náuseas. A intensidade desses sintomas varia de acordo com o grau de intolerância de cada pessoa.

  • O que fazer: Evite o consumo de produtos lácteos, como leite de vaca ou cabra, queijos, iogurtes e whey protein. Um gastroenterologista pode confirmar o diagnóstico e recomendar o uso de suplementos de lactase.