O Hantavírus é um agente viral que causa a hantavirose, uma infecção grave com manifestações como febre, dores de cabeça e articulares, dificuldades respiratórias e aceleração dos batimentos cardíacos.
Pertencente à família Bunyaviridae, o vírus é disseminado principalmente através de excrementos (urina e fezes) e saliva de certos roedores, em especial ratos silvestres.
Ao suspeitar de infecção por Hantavírus, é fundamental procurar atendimento médico hospitalar de imediato para diagnóstico e início do tratamento de suporte adequado.
Sintomas da Hantavirose
Os principais sinais de infecção pelo Hantavírus incluem:
- Febre;
- Dor de cabeça;
- Dores musculares e nas articulações;
- Fadiga extrema;
- Dor abdominal, náuseas e vômitos;
- Tosse seca que pode evoluir para tosse com muco e sangue;
- Dificuldade para respirar;
- Hipotensão (pressão baixa) e taquicardia (batimentos cardíacos acelerados).
Os sintomas podem surgir entre 3 a 60 dias após a infecção, com uma média de 14 dias, e podem ser confundidos com outras doenças.
Posteriormente, pode ocorrer o comprometimento de órgãos como pulmões, coração e rins, indicando a progressão da doença.
A forma cardiopulmonar da hantavirose (Síndrome Cardiopulmonar por Hantavírus – SCPH) é mais comum no Brasil.
Já a forma hemorrágica com síndrome renal, caracterizada por manchas avermelhadas e arroxeadas na pele, sangramentos, falência múltipla de órgãos e redução na produção de urina, é mais prevalente na Ásia e Europa.
Diagnóstico
O diagnóstico é realizado por clínicos gerais ou infectologistas com base na avaliação dos sintomas e histórico de contato com roedores (excrementos, urina, saliva) ou mordidas.
Testes como RT-PCR, imunohistoquímica ou ELISA podem ser solicitados para detectar anticorpos contra o vírus ou o material genético viral.
Transmissão
A principal via de transmissão do Hantavírus é a inalação de partículas virais presentes em poeira contaminada pela urina, fezes ou saliva de roedores infectados, especialmente ao limpar ambientes fechados ou infestados.
O contato com superfícies contaminadas seguido de toque na boca, nariz ou olhos também pode transmitir o vírus. Mordidas ou arranhões de roedores infectados são formas raras de contágio.
A transmissão de pessoa para pessoa é rara, mas foi relatada em surtos de alguns Hantavírus, como o vírus Andes, na Argentina, após contato próximo.
Para prevenir a infecção, evite varrer ou aspirar fezes secas de roedores e adote medidas de segurança na limpeza. Se apresentar febre e dificuldade respiratória, especialmente após exposição a roedores, procure um médico e não se automedique.
Diferença entre Hantavirose e Leptospirose
Ambas as doenças podem ser transmitidas pelo contato com excrementos ou saliva de roedores. Contudo, a hantavirose é causada por um vírus (Hantavírus), enquanto a leptospirose é provocada por uma bactéria (Leptospira).
O que é o Vírus Andes?
O vírus Andes é um tipo de Hantavírus encontrado na América do Sul, principalmente na Argentina e Chile, associado a roedores selvagens e causador da síndrome cardiopulmonar.
A infecção ocorre predominantemente pela inalação de aerossóis contaminados. Raramente, pode haver transmissão de pessoa para pessoa por contato próximo.
Tratamento
O tratamento da hantavirose é de suporte, focado no controle dos sintomas, pois não há um antiviral específico. Geralmente, requer internação hospitalar, inclusive em unidades de terapia intensiva (UTI) em casos graves.
O tratamento visa manter a função respiratória e cardíaca, monitorar a função renal e outros sinais vitais, podendo incluir hemodiálise ou ventilação mecânica.
A Hantavirose tem cura?
Sim, a hantavirose tem cura com tratamento hospitalar iniciado precocemente. No entanto, podem ocorrer sequelas como insuficiência renal crônica ou hipertensão arterial.
Prevenção
Para prevenir a infecção pelo Hantavírus, recomenda-se:
- Manter áreas externas limpas e livres de vegetação e entulhos que possam servir de abrigo para roedores.
- Evitar varrer ou espanar locais com potencial presença de roedores; prefira o uso de pano úmido.
- Ventilar e iluminar ambientes fechados por longos períodos antes de ocupá-los.
- Armazenar alimentos de forma segura, impedindo o acesso de roedores.
- Lavar utensílios de cozinha guardados por muito tempo antes de utilizá-los.
A higienização das mãos e dos alimentos antes do consumo também é fundamental para evitar a contaminação.
