O técnico dos vimaranenses partilhou a sua perspetiva antes do confronto de domingo contra o Alverca.
Luís Pinto, treinador do Vitória SC
Luís Pinto, o atual treinador do Vitória SC, abordou este sábado a próxima partida da sua equipa, que enfrentará o Alverca no domingo, em jogo a contar para a 7.ª jornada da Primeira Liga. O técnico fez questão de sublinhar a mentalidade de vitória que considera indispensável para todos os que representam o clube.
Ausência no Banco e Confiança na Equipa
Devido a um castigo, Luís Pinto não estará presente no banco de suplentes, mas assegurou ter plena confiança na sua equipa técnica e nos jogadores. Segundo ele, a preparação da equipa é um processo contínuo, e a autonomia é um fator crucial. “A ausência implica termos algo que não é construído de um dia para o outro. Mas há confiança na equipa técnica, nos jogadores e no que treinamos. Quanto menos interferências forem necessárias, melhor. Tenho confiança em quem trabalha comigo. O trabalho de preparação foi feito durante a semana, agora é dar autonomia”, declarou o treinador, transmitindo tranquilidade.
Análise ao Adversário: O Alverca
Ao analisar o próximo oponente, o Alverca, Luís Pinto descreveu-o como uma equipa em evolução, que tem realizado contratações significativas no sentido de um “crescimento sustentado”. O treinador vimaranense destacou a influência do técnico Custódio na identidade de jogo do Alverca. “É uma equipa que nada tem a ver [com o passado]. O clube tem tentado ter um crescimento sustentado e contratou muitos jogadores. A sua forma de estar e jogar tem muito a ver com a identidade do Custódio. Esperamos uma equipa com qualidade ofensiva quando tem a bola, sempre com os olhos postos na nossa baliza, e que coloca muita gente atrás da linha da bola no momento defensivo, sendo difícil de bater. Temos de procurar contrariar as suas virtudes”, explicou Luís Pinto, detalhando a estratégia para o confronto.
Lesão de Gustavo Silva e Novas Oportunidades para Jovens
Luís Pinto manifestou a sua tristeza pela grave lesão de Gustavo Silva, enfatizando o prejuízo que a situação representa para o jogador. Contudo, o técnico vê esta adversidade como uma janela de oportunidade para os jovens talentos do clube. “Fico triste, mas muito mais triste pelo Gustavo porque ele é o maior prejudicado. Mas, isto significa que há a possibilidade de haver oportunidades para os jovens que estão a aparecer. No futebol é sempre preciso trabalhar no máximo porque as oportunidades aparecem quando não se está à espera. Temos jogadores a trabalhar que agora vão ter hipóteses fruto de uma lesão de um colega. Infelizmente, o maior prejudicado é o Gustavo, porque iremos entrar sempre com onze. Quem entrar vai dar a resposta que pretendemos”, afirmou, incentivando a meritocracia interna.
A Mentalidade do Plantel Pós-Mercado de Transferências
Com o encerramento do período de transferências, Luís Pinto realçou a estabilidade que se instala no plantel e a responsabilidade inerente a essa fase. O treinador fez questão de frisar a importância da “fome competitiva” e do desejo constante de vencer como o “DNA” do Vitória SC. “O fecho do mercado traz estabilidade. O mais importante é olhar para dentro e ver essa fome competitiva. É uma forma muito boa de olharmos para as coisas, porque traz-nos responsabilidade. Para representar este clube temos de ter capacidade de querer vencer e dar sempre mais. Temos essa responsabilidade de ter esta fome competitiva, tem de ser esse o nosso ADN”, concluiu Luís Pinto, reforçando a cultura de exigência e ambição que procura incutir na equipa.
