A menopausa marca o término dos ciclos menstruais femininos, caracterizado pela ausência de menstruação por 12 meses consecutivos. Esse processo ocorre quando os ovários diminuem significativamente a produção de estrogênio, levando a sintomas como ondas de calor, sudorese intensa e secura vaginal.
Geralmente, a menopausa surge naturalmente entre os 45 e 56 anos, mas pode ser precipitada por certos tratamentos oncológicos ou pela remoção cirúrgica dos ovários.
O manejo dos sintomas é conduzido por um ginecologista, que pode recomendar terapia de reposição hormonal ou abordagens naturais com fitoterápicos.
Sintomas da menopausa
Os principais sinais da menopausa incluem:
- Ondas de calor súbitas;
- Suor excessivo;
- Palpitações cardíacas;
- Dor de cabeça ou enxaqueca;
- Secura vaginal, ardor, coceira ou irritação;
- Diminuição da libido;
- Mudanças bruscas de humor, irritabilidade ou ansiedade;
- Aumento do peso e facilidade em acumular gordura abdominal.
Esses sintomas podem impactar a qualidade de vida, manifestando-se como insônia, dificuldades para dormir, depressão, desconforto durante a relação íntima e um risco elevado de osteoporose.
Quando surgem os sintomas
Os sintomas podem iniciar-se até uma década antes da menopausa propriamente dita, fase conhecida como perimenopausa, e persistir por um período de 1 a 10 anos após o estabelecimento da menopausa.
Teste de sintomas
Para uma avaliação inicial dos sintomas, é recomendável consultar um ginecologista. Testes online são apenas ferramentas de orientação e não substituem um diagnóstico médico profissional.
Como confirmar o diagnóstico
O diagnóstico da menopausa é estabelecido pelo ginecologista, que analisa os sintomas apresentados, a idade da paciente e a confirmação de amenorreia (ausência de menstruação) por 12 meses consecutivos.
Embora exames laboratoriais geralmente não sejam essenciais, o médico pode solicitar análises de sangue para medir os níveis hormonais (como FSH, estradiol E2, prolactina e TSH) para confirmar o diagnóstico ou investigar outras causas da ausência menstrual.
Possíveis causas
A menopausa primariamente resulta da diminuição natural da produção de estrogênio pelos ovários, um processo inerente ao envelhecimento. Contudo, outras condições podem induzir a menopausa, incluindo:
- Remoção cirúrgica de ambos os ovários (ooforectomia bilateral);
- Quimioterapia para tratamento de câncer;
- Radioterapia na região pélvica;
- Infecção por HIV ou AIDS.
Além disso, terapias antiestrogênicas, como as realizadas com tamoxifeno, raloxifeno, fulvestranto ou leuprolida para tratar câncer de mama, endometriose ou fibromas uterinos, também podem provocar a menopausa.
O que é a menopausa precoce
A menopausa precoce refere-se à cessação da menstruação antes dos 40 anos. Suas causas podem incluir fatores genéticos, histórico familiar, doenças autoimunes, certas infecções ou a remoção cirúrgica dos ovários.
O que fazer
Para aliviar os sintomas da menopausa e melhorar a qualidade de vida, o ginecologista pode indicar diversas abordagens de tratamento:
1. Terapia de reposição hormonal
A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) envolve a administração de estrogênio, disponível em diversas formas (comprimidos, adesivos, géis, cremes ou anéis vaginais), com o objetivo de reequilibrar os níveis hormonais e mitigar os sintomas da menopausa.
É importante notar que a TRH pode ser contraindicada para certas mulheres, especialmente aquelas com histórico pessoal ou familiar de câncer de mama ou útero, ou com antecedentes de doenças tromboembólicas, AVC ou infarto.
2. Remédios não hormonais
Medicamentos não hormonais, como certos antidepressivos (ex: fluoxetina, paroxetina, escitalopram) ou anticonvulsivantes (ex: gabapentina), podem ser prescritos.
Estes são frequentemente recomendados para mulheres que não podem ou não desejam fazer a terapia de reposição hormonal, atuando no alívio de sintomas como ondas de calor, ansiedade e depressão.
3. Medicamentos para osteoporose
Para mulheres com osteoporose, o ginecologista pode indicar medicamentos específicos, como o denosumabe. Estes fármacos atuam inibindo a reabsorção óssea e diminuindo o risco de fraturas.
4. Suplementos
Suplementos dietéticos, como a isoflavona da soja, que contém fitoestrogênios, podem ser considerados uma abordagem natural para auxiliar na reposição de estrogênio e aliviar os sintomas.
Outros suplementos, incluindo vitamina E e ômega-3, também podem contribuir para atenuar as ondas de calor e a sudorese excessiva.
A suplementação de cálcio é fundamental para a saúde óssea e prevenção da osteoporose.
5. Alimentação para menopausa
A alimentação na menopausa também pode ajudar a aliviar os sintomas, sendo recomendado:
- Alimentos ricos em cálcio: como leite e seus derivados, sardinha e soja, para fortalecer os ossos;
- Alimentos ricos em vitamina E: como óleo de gérmen de trigo e vegetais de folha verde;
- Alimentos ricos em ômega-3: como cavala, arenque, salmão, atum, truta, óleo de linhaça, gérmen de trigo ou nozes.
É aconselhável evitar alimentos muito condimentados ou ácidos, cafeína, bebidas alcoólicas, alimentos com alto teor de açúcar e gorduras (especialmente os industrializados), além de carnes e laticínios ricos em gordura.
Uma dieta adequada na menopausa é crucial para prevenir o ganho de peso, osteoporose, colesterol elevado e para facilitar o controle da diabetes, que pode se tornar mais desafiador nesta fase da vida.
6. Exercícios físicos
A prática regular de atividade física durante a menopausa é essencial para o controle do peso e o fortalecimento ósseo.
Modalidades como natação, hidroginástica, ioga e Pilates são frequentemente recomendadas, pois tendem a provocar menos sudorese e auxiliam no controle respiratório, contribuindo também para a redução do estresse.
Para otimizar o bem-estar e o humor, exercícios matinais sob a luz solar são particularmente benéficos.
Recomenda-se um mínimo de 30 minutos de atividade física diária para tonificar a musculatura e prevenir a perda de massa muscular em favor do acúmulo de gordura.
7. Remédios caseiros
Algumas opções de tratamentos naturais incluem chás de plantas como amora, ginseng siberiano ou Cimicífuga (Cimicifuga Racemosa), que podem ajudar a estabilizar o humor, reduzir ondas de calor e aliviar a secura vaginal.
É crucial ressaltar que o uso de qualquer fitoterápico deve ser sempre supervisionado por um ginecologista, pois, mesmo sendo naturais, podem interferir no organismo, interagir com outros medicamentos ou ser contraindicados para certas mulheres.
