Queimação na Garganta: Causas e Alívio
A sensação de queimação na garganta pode ter diversas origens, incluindo fatores emocionais como ansiedade e estresse, ou irritações causadas pela inalação de ar seco ou fumaça. No entanto, ela também pode ser um indicativo de condições médicas como resfriados, COVID-19, faringite bacteriana ou doença do refluxo gastroesofágico.
Dependendo da causa subjacente, a queimação na garganta pode vir acompanhada de outros sintomas, como tosse, espirros, coriza, febre, presença de pus na garganta e a regurgitação de alimentos do estômago para a boca.
Em situações de queimação na garganta, especialmente se acompanhada de outros sintomas, é recomendável procurar um clínico geral. O tratamento variará conforme a causa e pode incluir medidas como lavagem nasal, gargarejos e, se necessário, o uso de medicamentos como antiácidos ou antibióticos.
Principais causas de queimação na garganta e o que fazer:
1. Ansiedade
A ansiedade pode manifestar-se como queimação na garganta devido a alterações no sistema digestivo. É comum que, em momentos de maior estresse, surja também a sensação de retorno de alimentos do estômago para a boca.
O que fazer: Praticar exercícios físicos regularmente e buscar atividades que promovam o relaxamento e a distração podem ajudar a controlar os sintomas da ansiedade. Se a ansiedade for frequente e impactar sua qualidade de vida, consulte um psiquiatra para avaliação e possível tratamento com medicamentos (antidepressivos, ansiolíticos) e/ou psicoterapia.
2. Alergias
A irritação da garganta causada por alergias pode levar à sensação de queimação. Outros sintomas comuns incluem rouquidão, coriza, espirros e lacrimejamento.
O que fazer: Identifique e evite os alérgenos potenciais, como pólen, poeira ou mofo. Consulte um alergista ou clínico geral. O diagnóstico de alergia pode levar à indicação de medicamentos como anti-histamínicos e corticoides.
3. Inalação de fumaça e ar frio ou seco
A exposição à fumaça, ao ar frio ou seco pode irritar as vias aéreas, resultando em queimação na garganta e rouquidão.
O que fazer: Para aliviar os sintomas, recomenda-se a lavagem nasal com soro fisiológico, gargarejos com água morna e sal, a ingestão de bebidas frias ou quentes e o uso de umidificadores de ar em casa.
4. Resfriado
O resfriado, causado por infecções virais nas vias aéreas, pode provocar queimação na garganta, acompanhada de tosse, espirros, nariz congestionado ou escorrendo e febre baixa.
O que fazer: Medidas como lavagem nasal com soro fisiológico e gargarejos com água morna e sal são eficazes para aliviar a queimação. Em caso de febre ou dor de cabeça, consulte um clínico geral. Medicamentos antitérmicos e analgésicos podem ser indicados.
5. COVID-19
A COVID-19 pode causar queimação na garganta, afetando as vias aéreas. Sintomas adicionais podem incluir dor de cabeça, perda do olfato ou paladar, tosse e coriza.
O que fazer: Se houver suspeita de COVID-19, procure um clínico geral, pneumologista ou infectologista. Tratamentos podem incluir medicamentos como dipirona e antivirais específicos. Em casos graves, a hospitalização pode ser necessária.
6. Refluxo Gastroesofágico
O refluxo gastroesofágico pode causar queimação na garganta, peito e região superior do abdômen, sendo mais comum após as refeições e ao deitar, especialmente em casos de obesidade. A sensação de retorno de alimentos do estômago para a garganta também é característica.
O que fazer: Consulte um gastroenterologista ou clínico geral. O tratamento geralmente envolve medicamentos antiácidos. Mudanças no estilo de vida, como perder peso, dormir em posição elevada, evitar refeições próximas à hora de dormir e restringir alimentos irritantes (picantes, gordurosos, cítricos, chocolate, álcool, café), são importantes.
7. Faringite Bacteriana
A faringite bacteriana é uma infecção por bactérias que pode causar queimação na garganta, com piora ao engolir. Febre e pus na garganta são outros sintomas possíveis.
O que fazer: Em caso de suspeita, procure um otorrinolaringologista ou clínico geral. O tratamento, após diagnóstico confirmado, geralmente inclui antibióticos, analgésicos e/ou antitérmicos.
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