Extrato de manjericão americano combate stress oxidativo e inflamação no hipocampo, revelam estudos.
Cientistas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, no Brasil, demonstraram que o extrato de manjericão americano (Ocimum americanum) possui um efeito protetor notável contra as alterações cerebrais relacionadas com a idade. Experiências realizadas em ratos, e publicadas na revista Nutrients, revelaram que este suplemento natural reduziu significativamente o stress oxidativo e a inflamação no hipocampo, uma região do cérebro fundamental para a memória e aprendizagem.
Os resultados mostraram que, mesmo em animais mais velhos, o extrato diminuiu a quantidade de espécies reativas de oxigénio e preveniu eficazmente danos nas membranas celulares. Adicionalmente, o consumo prolongado de manjericão americano levou a uma redução notável dos níveis de citocinas pró-inflamatórias, como TNF-α e IL-1β, o que sublinha a potente ação anti-inflamatória desta planta.
Segundo os autores da investigação, o promissor efeito neuroprotetor do manjericão americano está intrinsecamente associado ao seu elevado teor de compostos fenólicos com propriedades antioxidantes, incluindo os ácidos rosmarínico e clorogénico. Os investigadores acreditam firmemente que esta planta poderá servir de base para o desenvolvimento de novos alimentos funcionais ou nutracêuticos, capazes de abrandar o processo de envelhecimento cerebral e preservar as funções cognitivas.
É importante salientar que estudos anteriores já tinham demonstrado que diversas especiarias e ervas populares são, de facto, fontes significativas de antioxidantes, reforçando o potencial terapêutico dos recursos naturais na promoção da saúde.
