Os aspetos negativos do uso de redes neurais tornam-se cada vez mais evidentes, especialmente no domínio da cibercriminalidade. De acordo com um inquérito da MTS Link, quase metade dos russos (48 por cento) ainda não está familiarizada com o conceito de «deepfake», enquanto 30 por cento dos funcionários de grandes empresas já enfrentaram ataques fraudulentos que utilizam esta tecnologia.
O estudo, que abrangeu mil residentes de cidades russas com mais de um milhão de habitantes, revelou que as empresas de médio porte são as mais vulneráveis a tais ataques. No setor de microempresas, não foram registados incidentes semelhantes. Os principais canais para a disseminação de deepfakes fraudulentos foram as aplicações de mensagens Telegram e WhatsApp.
Pavel Potekhin, diretor executivo da «MTS Link», salientou a gravidade da ameaça: «Um ataque bem-sucedido com a substituição da identidade de um líder pode custar à empresa milhões de rublos». Os especialistas recomendam a implementação de plataformas corporativas equipadas com soluções antifraude integradas para proteção contra estas ameaças.
Deepfakes são vídeos, áudios e imagens realistas, criados com a ajuda de redes neurais, que são praticamente indistinguíveis dos originais. A maioria dos inquiridos (64 por cento) encontrou deepfakes em conteúdo de entretenimento, e 27 por cento em publicidade. No entanto, os dados sobre fraude são mais preocupantes:
- 19 por cento dos inquiridos enfrentaram imitações das vozes de amigos e familiares.
- 18 por cento — de líderes e colegas.
Anteriormente, também foram relatados casos em que burlões enganaram participantes em operações especiais, oferecendo-lhes apoio falso.
