Rui Borges Analisa Duelo com SC Braga, Foca-se na Equipa e Ignora Polémicas

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Imagem: Sporting CP

O treinador do Sporting, Rui Borges, abordou a antevisão da oitava jornada da I Liga, onde os leões defrontarão o SC Braga. Numa conferência de imprensa focada no próximo desafio, Borges previu um confronto de alta dificuldade, enquanto optou por desvalorizar o “Clássico” entre FC Porto e Benfica, bem como as declarações proferidas por Rui Costa sobre o clube de Alvalade. O técnico fez questão de realçar a qualidade e o empenho da equipa leonina, abordando também a gestão do exigente calendário de jogos.

Antevisão do Confronto com o SC Braga

Rui Borges expressou as suas expectativas para o jogo contra o SC Braga, descrevendo-o como um adversário robusto: “Espero um Sp. Braga forte, como é o clube, o treinador e a equipa. É sempre uma grande equipa que ainda não perdeu fora, quer ser dominante, faz muitos cruzamentos, vive muito dos homens da largura. Muito forte, independentemente dos resultados. E vem moralizada pelo resultado da Liga Europa.” O treinador sublinhou que, apesar da força minhota, o Sporting estará “super-motivada, numa casa cheia e que vai fazer tudo para vencer.”

Gestão do Plantel e Expectativas Individuais

Questionado sobre possíveis titularidades, como a de João Virgínia ou Diomande, Borges enfatizou a prontidão de todo o elenco: “Todos têm de estar preparados para jogar e não jogar. Quem entrar dará uma boa resposta. A confiança da equipa técnica é a mesma para todos e a ambição é coletiva. Jogue quem jogar, fará um grande jogo.”

Desvalorização do Clássico e Foco no Sporting

O técnico foi categórico ao ignorar a relevância do Clássico para o Sporting neste momento: “Clássico? O Sporting-Sp. Braga? Estou preocupado apenas com o nosso jogo, contra uma grande equipa.” Reiterou que não assistiria ao jogo do Dragão, pois estaria a caminho de Mirandela para a sua folga, e minimizou o impacto do resultado desse confronto na fase inicial do campeonato. Quanto à relação com os adeptos, Borges salientou o apoio recebido: “Tenho recebido carinho desde que aqui cheguei por parte da maioria dos sportinguistas, na rua, no estádio tem sido incrível. O importante é o Sporting ganhar. Acredito que aos poucos mais gente acredita no nosso trabalho, mas o que move é ganhar pelo Sporting.”

Lições do Passado e Análise Tática

Recordando o embate da época anterior contra o SC Braga, Rui Borges referiu: “Foi um jogo em que fomos superiores e num lance foi tudo por água abaixo. Fomos superiores, o Sp. Braga não criou grande perigo e num cruzamento… É a equipa que mais cruza, o Lelo é o jogador com mais ocasiões criadas no campeonato.” O treinador reforçou a necessidade de atenção às dinâmicas do adversário atual, especialmente aos cruzamentos, mas sem focar-se exclusivamente neles, uma vez que o Braga também se destaca pela posse de bola. “Mas jogamos em Alvalade, também gostamos de ter bola, de dominar, e é isso que vamos tentar fazer,” concluiu.

Resposta às Declarações de Rui Costa e Críticas

Relativamente às declarações de Rui Costa sobre supostos benefícios ao Sporting, Borges foi breve e alinhado com a direção do clube: “Estou focado no jogo, sobre isso o presidente já falou e assino por baixo.”

Defesa Contra Cruzamentos e a Importância dos Grandes Jogos

O técnico negou que a defesa a cruzamentos seja um ponto fraco dos leões: “Não acho que seja um calcanhar de Aquiles. Não tendo o Diomande, temos sido mesmo assim muito competentes, pressionantes nos duelos.” Mencionou o jogo contra o Nápoles como exemplo de competência, apesar de um golo sofrido de cruzamento. Sobre a ideia de que o Sporting perde os “grandes” duelos (Benfica, FC Porto, Nápoles), Rui Borges desmistificou: “Se perder com FC Porto e Benfica e ganhar todos os outros sou campeão nacional. Isso a mim não me diz nada. Fortes são todos e às vezes não é com esses jogos que se perdem os campeonatos. Nesses três jogos fomos competentes, foram equilibrados, e não penso dessa forma específica.”

Desafios do Calendário

Por fim, Rui Borges lamentou o calendário apertado, mencionando o jogo com o Alverca que não respeita as 72 horas de descanso: “Os treinadores estão fartos de se queixar da sobrecarga, tem sido cada vez mais forte em termos de jogos, de peso sobre os jogadores… Temos de gerir, evitar lesões.” Contudo, mostrou confiança na equipa: “É esperar que o plantel esteja disponível nessa fase, darão uma boa resposta de certeza, mesmo não tendo muito tempo de descanso.”