Na Federação Russa, foram identificados aproximadamente 1,2 milhões dos chamados “droppers” — indivíduos que atuam como intermediários em operações fraudulentas, ligadas ao roubo de fundos de contas bancárias. Estes dados alarmantes foram divulgados por Bogdan Shablia, chefe do serviço de monitorização financeira e controlo cambial do Banco Central.
O fenómeno tem vindo a intensificar-se, com cerca de 100 mil contas bancárias utilizadas por `droppers` a serem detetadas mensalmente em todo o país. Shablia referiu que, no início de 2024, a maioria destes intermediários limitava-se a abrir contas em uma ou duas instituições financeiras. Contudo, em resposta ao endurecimento dos controlos online e das medidas de segurança, os `droppers` adaptaram as suas táticas e começaram a abrir contas simultaneamente em 20 a 30 organizações de crédito diferentes.
«Um banco individual nem sempre reconhece inicialmente um `dropper` entre os seus novos clientes; para isso, é necessário algum tempo e a análise das operações características desses indivíduos», — explicou Bogdan Shablia durante a sua intervenção no Fórum Bancário Internacional.
Em resposta a esta crescente ameaça, em junho deste ano, o Presidente Vladimir Putin assinou alterações legislativas significativas que estabelecem a responsabilidade criminal para os `droppers`. A nova lei impõe sanções severas para coibir estas atividades ilícitas.
Sanções para `Droppers`:
- Pela cedência de um cartão bancário a terceiros, está agora prevista uma multa entre 100 mil e 300 mil rublos, trabalhos obrigatórios ou restrição de liberdade por um período de até dois anos.
- No caso de utilização de cartões bancários de terceiros, os culpados enfrentam uma multa entre 300 mil e 1 milhão de rublos, trabalhos forçados por um período de até cinco anos ou pena de prisão por um período de até seis anos.
