Sitagliptina: Para Que Serve, Como Tomar e Efeitos Colaterais no Diabetes Tipo 2

Notícias de Portugal » Sitagliptina: Para Que Serve, Como Tomar e Efeitos Colaterais no Diabetes Tipo 2
Preview Sitagliptina: Para Que Serve, Como Tomar e Efeitos Colaterais no Diabetes Tipo 2

A Sitagliptina é um medicamento prescrito para adultos com diabetes tipo 2, com o objetivo de reduzir os níveis de açúcar no sangue. Sua utilização deve ser sempre um complemento a uma dieta balanceada e à prática regular de exercícios físicos.

Este medicamento atua de duas formas principais: estimulando o pâncreas a liberar mais insulina após as refeições e diminuindo a produção de glicose pelo fígado. Consequentemente, o corpo melhora sua capacidade de resposta à insulina que já produz.

A Sitagliptina deve ser utilizada sob estrita orientação médica. Está disponível em comprimidos sob nomes comerciais como Januvia ou Stiglu. Além disso, pode ser encontrada em formulações combinadas com metformina, conhecidas por nomes como Janumet, Nimegon Met, ou em sua versão genérica.

Para que serve a sitagliptina

Este medicamento é indicado por profissionais de saúde para auxiliar na redução dos níveis de glicose no sangue em pacientes com diabetes tipo 2.

Sua ação consiste em otimizar os níveis de insulina liberada após as refeições, sinalizar ao fígado para reduzir a produção de glicose e aprimorar a sensibilidade do corpo à insulina endógena.

A Sitagliptina pode ser administrada de forma isolada, especialmente quando a metformina é contraindicada ou mal tolerada. Alternativamente, pode ser prescrita em conjunto com outros agentes hipoglicemiantes, como sulfonilureias ou insulina.

É fundamental que a medicação seja sempre acompanhada por uma dieta equilibrada, sob orientação nutricional, e um programa de exercícios físicos personalizados, conforme recomendação médica.

Como tomar e posologia

A administração e a posologia da Sitagliptina variam de acordo com a sua formulação específica.

1. Fosfato de sitagliptina (25, 50 e 100 mg)

A Sitagliptina é comercializada em comprimidos revestidos nas dosagens de 25 mg, 50 mg e 100 mg.

Para adultos com função renal normal, a dose usualmente recomendada de fosfato de sitagliptina é de 100 mg, administrada uma vez ao dia. O comprimido deve ser ingerido por via oral com água, podendo ser tomado com ou sem alimentos, e não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Em pacientes com comprometimento renal, o médico pode ajustar a dose para uma quantidade menor. É importante notar que a Sitagliptina também pode ser prescrita em combinação com outros medicamentos hipoglicemiantes.

Se houver esquecimento de uma dose, o paciente deve tomá-la assim que se recordar. Contudo, se estiver próximo do horário da próxima dose, a dose esquecida deve ser ignorada, e o tratamento deve seguir seu esquema habitual. Nunca se deve dobrar a dose para compensar a esquecida.

2. Sitagliptina + metformina

As formulações de Sitagliptina combinadas com metformina (fosfato de sitagliptina + cloridrato de metformina ou cloridrato de sitagliptina monoidratado + cloridrato de metformina) estão disponíveis em comprimidos revestidos nas dosagens de 50 mg + 500 mg, 50 mg + 850 mg ou 50 mg + 1000 mg.

A dose, frequência e duração do tratamento com esta combinação devem ser individualizadas e determinadas exclusivamente pelo endocrinologista, respeitando a dose máxima diária de 100 mg de sitagliptina e 2000 mg de metformina.

Para minimizar o risco de desconforto gastrointestinal, este medicamento deve ser ingerido com um copo de água durante as refeições.

O médico pode optar por prescrever esta medicação isoladamente ou em conjunto com outros fármacos, como sulfonilureias, glitazonas ou insulina.

No caso de esquecimento de uma dose, esta deve ser tomada assim que possível. No entanto, se o horário da próxima dose estiver próximo, a dose esquecida deve ser omitida, e o esquema de dosagem habitual deve ser mantido. É crucial não duplicar a dose.

Possíveis efeitos colaterais

O uso de Sitagliptina pode estar associado a alguns efeitos colaterais comuns, tais como:

  • Hipoglicemia, particularmente quando o medicamento é combinado com outros antidiabéticos ou insulina;
  • Náuseas e vômitos;
  • Flatulência (gases);
  • Cefaleia (dor de cabeça);
  • Infecções do trato respiratório superior, acompanhadas de congestão nasal, rinorreia (coriza) e dor de garganta;
  • Artralgia (dor nas articulações) ou dor óssea (menos frequente).

Efeitos colaterais menos frequentes podem incluir dor abdominal, diarreia, tontura, constipação e sonolência.

A Sitagliptina pode, em casos raros, provocar condições mais graves como acidose láctica (principalmente quando em combinação com metformina), reações alérgicas severas (anafilaxia) ou pancreatite aguda. Diante de qualquer suspeita destas condições, é imperativo procurar atendimento de emergência imediatamente. É relevante conhecer os sintomas da pancreatite.

Outros efeitos adversos potenciais incluem problemas renais graves, por vezes exigindo diálise, dores articulares e/ou musculares, dorsalgia (dor nas costas), doença pulmonar intersticial e penfigoide bolhoso.

Quem não pode usar

A Sitagliptina é contraindicada para pacientes com diabetes tipo 1, cetoacidose diabética, acidose metabólica, disfunção renal ou hepática grave, ou hipersensibilidade a qualquer componente da fórmula.

Este medicamento também não deve ser utilizado por indivíduos que tenham recebido recentemente, ou que estejam prestes a receber, uma injeção de corante ou agente de contraste para exames radiológicos. É igualmente contraindicado para crianças e adolescentes.

A administração de Sitagliptina requer cautela em pacientes desidratados, com infecções graves, problemas vasculares sérios, histórico de consumo excessivo de álcool ou antes de cirurgias eletivas de grande porte. Nestes casos, a orientação e acompanhamento médico são indispensáveis.

Mulheres grávidas, que planejam engravidar ou que estão amamentando, somente devem utilizar a Sitagliptina sob rigorosa indicação e supervisão médica.