A tibolona é um medicamento prescrito para a terapia de reposição hormonal, visando o alívio dos sintomas da pós-menopausa e a prevenção da osteoporose, particularmente quando outras abordagens terapêuticas não são apropriadas.
Disponível predominantemente em comprimidos orais de dosagens de 2,5 mg ou 1,25 mg, a tibolona é comercializada sob nomes como Livial, Libiam e Tibial, além de estar presente em formulações genéricas que contêm o mesmo princípio ativo.
O uso da tibolona exige prescrição e acompanhamento médico rigoroso, sendo contraindicada para pacientes com histórico ou suspeita de câncer de mama ou endométrio, doenças hepáticas graves ou condições circulatórias comprometidas.
Para que serve
A tibolona é empregada como terapia de reposição hormonal com os seguintes propósitos:
- Mitigar os sintomas incômodos da menopausa, incluindo ondas de calor, sudorese noturna, labilidade emocional e ressecamento vaginal;
- Prevenir a osteoporose em mulheres com elevado risco de fraturas, especialmente quando outras opções de tratamento não são viáveis ou recomendadas.
Sua ação no organismo assemelha-se à de hormônios naturais, convertendo-se em metabólitos que mimetizam os efeitos do estrogênio, da progesterona e de androgênios (hormônios semelhantes à testosterona).
A melhora dos sintomas geralmente se manifesta em poucas semanas, com os resultados mais satisfatórios sendo observados após cerca de três meses de tratamento. Para mais informações sobre os sintomas da menopausa, consulte um profissional de saúde.
Como usar
A tibolona é administrada por via oral, na forma de comprimido, uma vez ao dia, preferencialmente no mesmo horário. Pode ser ingerida com água, independentemente das refeições.
As doses habitualmente prescritas variam de 1,25 mg a 2,5 mg diários. A duração do tratamento deve seguir a orientação médica, sendo comum um período mínimo de três meses.
Se uma dose for esquecida, ela deve ser tomada assim que possível, desde que não tenham passado mais de 12 horas do horário usual. Após esse período, a dose esquecida deve ser desconsiderada, e a próxima dose deve ser tomada no horário regular. Nunca se deve dobrar a dose para compensar a omissão.
Possíveis efeitos colaterais
Durante o tratamento com tibolona, os efeitos adversos mais frequentemente relatados incluem:
- Sangramento vaginal ou corrimento, especialmente no início do tratamento;
- Cefaleia (dor de cabeça);
- Náuseas;
- Sensibilidade mamária, principalmente nas semanas iniciais.
Efeitos menos comuns podem incluir inchaço, tontura, alterações de humor e desconforto abdominal.
Raramente, podem surgir efeitos adversos sérios, como a formação de coágulos sanguíneos capazes de obstruir vasos e comprometer a circulação, levando a complicações como trombose ou embolia. É fundamental estar atento a esses riscos.
Efeitos da tibolona na pele
A tibolona pode conferir benefícios à pele, como o aumento da elasticidade, a diminuição do ressecamento e a melhoria da hidratação, em virtude de sua ação estrogênica que contribui para a saúde cutânea na pós-menopausa.
Contudo, algumas pacientes podem experimentar reações adversas leves, como acne, sensibilidade da pele ou um aumento da pilosidade facial.
Tibolona engorda?
De modo geral, a tibolona não costuma provocar ganho de peso significativo na maioria das usuárias.
Embora algumas mulheres possam notar ligeiras alterações no apetite ou retenção de líquidos no início da terapia, não existem evidências que liguem diretamente a medicação ao aumento da gordura corporal.
Quem não deve usar
A tibolona é contraindicada nas seguintes situações:
- Histórico de câncer hormônio-dependente, como câncer de mama ou de endométrio;
- Sangramento genital de origem desconhecida;
- Doença hepática ativa ou disfunções hepáticas graves;
- Distúrbios de coagulação sanguínea ou trombose;
- Hipersensibilidade previamente diagnosticada à tibolona ou a qualquer um dos excipientes da fórmula.
Adicionalmente, seu uso não é aconselhado antes de decorridos 12 meses da última menstruação natural e é estritamente contraindicado para mulheres grávidas ou em fase de amamentação.
