Tratamento da Malária: Medicamentos Mais Utilizados

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O tratamento da malária é realizado com medicamentos antimaláricos, que são disponibilizados gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O objetivo terapêutico é inibir o desenvolvimento do parasita, e a dosagem pode variar conforme a severidade da doença, a espécie do parasita, bem como a idade e o peso do paciente.

A malária é uma enfermidade infecciosa transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anopheles, que pode portar quatro tipos de parasitas: Plasmodium vivax, Plasmodium ovale, Plasmodium malariae e o Plasmodium falciparum, este último sendo o responsável pelas formas graves e complicadas da doença.

Quando o tratamento é iniciado de forma rápida e adequada, a malária tem cura. Contudo, a demora no início do tratamento pode levar ao desenvolvimento de malária grave e complicada, especialmente se a infecção for causada pelo Plasmodium falciparum, resultando em complicações como danos hepáticos, renais, cerebrais e, em casos extremos, óbito.

Principais Medicamentos para Malária

O tratamento da malária pode envolver o uso de medicamentos antimaláricos, cuja escolha depende da idade, peso do indivíduo, gravidade dos sintomas e o tipo de parasita causador da infecção.

1. Tratamento para Plasmodium vivax ou Plasmodium ovale

Os medicamentos mais indicados para o tratamento da malária causada por P. vivax ou P. ovale são apresentados a seguir:

Bebês com menos de 6 meses:

  • Dias 1 a 3 de tratamento: Artemeter + Lumefantrina OU Artesunato + Mefloquina

Bebês de 6 a 11 meses:

  • Dias 1 a 3 de tratamento: Artemeter + Lumefantrina, administrado duas vezes ao dia, combinado com Primaquina, uma dose à noite.
  • Alternativamente: Artesunato + Mefloquina, uma vez ao dia, com Primaquina, uma dose à noite.
  • Dias 4 a 7 de tratamento: Primaquina, uma vez ao dia.

Crianças com mais de 1 ano, adolescentes ou adultos:

  • Dias 1 a 3 de tratamento: Cloroquina, administrada uma vez ao dia, e Primaquina, uma vez ao dia.
  • Dias 4 a 7 de tratamento: Primaquina, uma vez ao dia.

Gestantes:

  • Dias 1 a 3 de tratamento: Cloroquina.
  • Dose semanal: A dose semanal de cloroquina deve ser mantida até o término do primeiro mês de amamentação.

A dosagem específica do medicamento e o esquema terapêutico podem ser ajustados com base no peso do paciente. Por isso, é fundamental consultar um pediatra ou clínico geral para determinar a melhor abordagem de tratamento.

2. Tratamento para Plasmodium falciparum

Os medicamentos mais comuns para tratar a malária causada por P. falciparum são:

Até 6 meses:

  • Dias 1 a 3 de tratamento: Artemeter + Lumefantrina OU Artesunato + Mefloquina.

Crianças com mais de 6 meses, adolescentes e adultos:

  • Dias 1 a 3 de tratamento: Artemeter + Lumefantrina, administrado duas vezes ao dia, e Primaquina, uma dose à noite, apenas no primeiro dia.
  • Alternativamente: Artesunato + Mefloquina, uma vez ao dia, com Primaquina, uma dose à noite, apenas no primeiro dia.

Gestantes:

  • Dias 1 a 3 de tratamento: Artemeter + Lumefantrina OU Artesunato + Mefloquina.

Assim como em outros casos, a dose e o esquema terapêutico podem variar de acordo com o peso do indivíduo. A consulta com um pediatra ou clínico geral é essencial para a indicação do tratamento mais adequado.

3. Tratamento para Plasmodium malariae

Em casos de infecção por P. malariae, recomenda-se o uso de cloroquina por três dias. A dosagem e o esquema terapêutico podem ser ajustados com base no peso do paciente.

É importante a avaliação de um pediatra ou clínico geral para a definição da melhor estratégia de tratamento.

Tratamento da Malária Grave e Complicada

O tratamento da malária grave e complicada geralmente requer hospitalização, após a confirmação da infecção por Plasmodium falciparum ou Plasmodium vivax.

Nesses casos, o tratamento pode incluir artesunato administrado por via intravenosa ou intramuscular por 24 horas, até que seja possível a transição para a medicação oral.

Sinais de Melhora e Piora

Os sinais de melhora costumam aparecer logo após o início da medicação prescrita pelo médico. A febre tende a ceder, a dor de cabeça diminui e o apetite tende a aumentar.

No entanto, se o tratamento não for realizado corretamente, podem surgir sinais de piora, como a persistência da febre, aumento da frequência dos sintomas, calafrios, rigidez abdominal, delírio e convulsões. Nestas circunstâncias, é fundamental que o paciente seja reavaliado por um médico para o ajuste do tratamento.

As complicações podem ocorrer na ausência de tratamento adequado e incluem estado de coma, anemia severa, insuficiência renal e problemas cardíacos. Complicações mais sérias podem surgir em casos de malária cerebral, a forma mais grave da doença.