Um Preditor Inesperado de Demência: A Fraqueza Física

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A fraqueza física pode ser um marcador precoce do desenvolvimento de demência, conforme demonstram os resultados de um estudo recente publicado na revista Neurology.

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Uma equipa internacional de cientistas da Universidade de Zhengzhou analisou dados de quase 490 mil participantes do projeto UK Biobank. O estudo revelou uma forte ligação entre a fraqueza física e o desenvolvimento de demência.

Por “fraqueza” entende-se uma combinação de sinais como perda de peso inexplicável, baixa força de preensão, marcha lenta, fadiga persistente e baixa atividade física. Indivíduos que apresentavam fraqueza física pronunciada tinham um risco de demência quase três vezes maior. Mesmo com manifestações moderadas de fraqueza, a probabilidade era aproximadamente 50 por cento mais elevada.

Foi dada atenção especial ao fator genético. Nos portadores do “gene de risco” APOE-e4 que também sofriam de fraqueza física, a probabilidade de desenvolver demência aumentou oito vezes. Estudos adicionais, incluindo ressonâncias magnéticas (RM), mostraram que estas pessoas frequentemente apresentavam alterações na estrutura cerebral, e análises de sangue revelaram distúrbios no metabolismo e na função do sistema imunitário.

Os autores do estudo sublinham que a fraqueza física pode ser um importante indicador precoce da vulnerabilidade cerebral. Eles acreditam que testes regulares de força e resistência podem ajudar a identificar indivíduos em risco, permitindo a implementação atempada de medidas preventivas.

Além disso, estudos anteriores mostraram que a musicoterapia é eficaz na redução do stress e da desorientação em pacientes com demência, contribuindo assim para a melhoria da sua qualidade de vida.