O técnico do Moreirense, Vasco Botelho da Costa, antevê um desafio complexo frente ao Nacional na oitava jornada da I Liga, sublinhando a necessidade de a sua equipa manter a disciplina e o foco, apesar da boa fase.
Reprodução: Moreirense Futebol Clube/Facebook
O Moreirense desloca-se à Choupana este sábado, às 15h30, para defrontar o Nacional na oitava jornada da I Liga. O treinador Vasco Botelho da Costa expressou a sua expectativa de um “jogo muito difícil”.
Botelho da Costa elogiou o adversário madeirense, descrevendo-o como uma equipa “forte” e “versátil”, capaz de se adaptar bem às estratégias dos oponentes. Sublinhou ainda que o Nacional estará em campo com a moral elevada, impulsionado pela recente vitória sobre o SC Braga.
Ao analisar os pontos fortes dos insulares, o técnico do Moreirense destacou a capacidade do Nacional para explorar a profundidade e as costas dos adversários, mas também a sua competência em atuar num bloco mais recuado. Caracterizou-os como uma equipa defensivamente sólida, robusta nos duelos e com jogadores imponentes. A imprevisibilidade da organização defensiva do Nacional exige uma preparação abrangente, afirmou o treinador.
Relativamente a possíveis alterações na equipa do Moreirense, Vasco Botelho da Costa indicou que as decisões sobre o onze inicial são tomadas com base nas características de cada jogo e no desempenho diário, e não apenas por uma lógica de “equipa que ganha não se mexe”. Frisou que o processo da equipa deve ser sempre de melhoria contínua, independentemente dos resultados.
Apesar da natural confiança que advém dos bons resultados — o Moreirense ocupa atualmente o quarto lugar na I Liga com 15 pontos, enquanto o Nacional está em 11º com 7 pontos —, o treinador alertou para o perigo de perder o foco. “Quando ganhamos muitas vezes seguidas, é normal que a maior parte das coisas estejam a correr bem, mas não significa que esteja tudo bem. Às vezes, com as vitórias, acabamos por perder o foco e pensar que está tudo bem e a coisa mais humana que existe é tirar o pé”, explicou. Por isso, insistiu que a equipa deve “continuar a ser rigorosa no dia a dia” e encarar o seu trabalho como um “processo inacabado” que exige aperfeiçoamento constante em todos os momentos do jogo.
