A vertigem é uma sensação de perda de equilíbrio, frequentemente caracterizada pela percepção de que o ambiente ou o próprio corpo estão girando. Pode vir acompanhada de náuseas, vômitos ou zumbido no ouvido. Esta condição é muitas vezes originada por distúrbios do ouvido interno, como labirintite ou vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), mas também pode resultar de alterações neurológicas, como AVC, enxaqueca ou tumor cerebral.
Embora a vertigem possa afetar qualquer pessoa, é mais comum em indivíduos com mais de 65 anos e é observada com maior frequência em mulheres do que em homens. Pode igualmente manifestar-se durante a gravidez, devido às flutuações hormonais normais da gestação.
O tratamento da vertigem deve ser orientado por um clínico geral, otorrinolaringologista (especialista em ORL) ou neurologista, conforme a causa subjacente. As opções de tratamento podem incluir anti-histamínicos, corticosteroides, antibióticos ou manobras específicas de fisioterapia.
Principais Sintomas de Vertigem
Os principais sintomas de vertigem são:
- Sensação de que o ambiente gira à sua volta;
- Percepção de que o próprio corpo está rodando ou se movendo;
- Perda de equilíbrio;
- Náuseas e/ou vômitos;
- Zumbido nos ouvidos (tinnitus);
- Diminuição ou perda temporária da audição;
- Nistagmo (movimentos oculares involuntários, repetitivos e incontroláveis);
- Dores de cabeça;
- Suor excessivo;
- Palidez;
- Dificuldade em focar objetos.
Os sintomas de vertigem são frequentemente mais acentuados quando o indivíduo se levanta, move a cabeça ou caminha, e podem durar de alguns segundos a vários dias, dependendo da causa subjacente. É fundamental consultar um médico geral sempre que surgirem sintomas de vertigem, para que se obtenha um diagnóstico, se identifique a causa e se inicie o tratamento mais adequado.
Além disso, deve-se procurar atendimento de emergência imediatamente se os sintomas de vertigem forem acompanhados de visão dupla, formigamento ou dormência nos braços ou pernas (especialmente num lado do corpo), dificuldade em falar ou sorrir, desvio da boca, assimetria facial ou desmaio, pois estes podem ser sinais de um AVC.
Diferença entre Vertigem e Tontura
A tontura não vertiginosa manifesta-se tipicamente como sensações de ‘fraqueza súbita’, ‘cabeça leve’, ‘flutuação’, ‘sensação de desmaio iminente’, ‘visão escurecida’ ou ‘visão com pontos brilhantes’. Estas sensações estão frequentemente ligadas a um fornecimento insuficiente de oxigénio ao cérebro, que pode ocorrer devido a condições como baixa pressão arterial, anemia, problemas cardíacos, ou até mesmo gravidez. Em contraste, a vertigem caracteriza-se pela sensação distinta de que o ambiente ou o próprio corpo estão ‘a girar’ ou ‘a balançar’, frequentemente acompanhada por perda de equilíbrio, náuseas e vómitos. Apesar destas distinções, diferenciar os tipos de tontura pode ser difícil, tornando a avaliação médica essencial para um diagnóstico preciso.
Diagnóstico da Vertigem
O diagnóstico da vertigem é estabelecido por um clínico geral, otorrinolaringologista ou neurologista, através de uma avaliação detalhada dos sintomas, do histórico médico pessoal e familiar, e dos medicamentos em uso.
O médico realizará também um exame físico, que pode incluir a manobra de Dix-Hallpike no consultório. Esta manobra pode provocar tontura e nistagmo, auxiliando na confirmação do diagnóstico de vertigem posicional paroxística benigna.
Adicionalmente, se houver suspeita de lesões cerebrais, o médico poderá solicitar exames de imagem como ressonância magnética (RM), angiografia por ressonância magnética ou tomografia computadorizada (TC) para diagnosticar a causa e o tipo específicos de vertigem.
Classificação da Vertigem
A vertigem pode ser classificada de acordo com a sua origem, sendo os tipos principais:
- Vertigem Periférica: O tipo mais comum, resultando de alterações no ouvido interno ou no nervo vestibular, ambos cruciais para o controlo do equilíbrio corporal.
- Vertigem Central: Causada por disfunções no cérebro, incluindo infeções, traumas ou AVC.
O tipo específico de vertigem é identificado pelo médico durante a consulta e exames de diagnóstico, permitindo iniciar um tratamento direcionado à causa subjacente.
Causas Comuns da Vertigem
A vertigem tem origem em distúrbios do ouvido interno ou lesões cerebrais, abrangendo condições como:
- Labirintite;
- Infeções bacterianas ou virais do ouvido interno;
- Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB);
- Neurite vestibular;
- Colesteatoma;
- Doença de Ménière;
- Enxaqueca vestibular;
- Tumor cerebral;
- Traumatismo cranioencefálico;
- Acidente Vascular Cerebral (AVC) hemorrágico ou isquémico;
- Síndrome de Ramsay-Hunt;
- Neuroma acústico;
- Esclerose múltipla.
Certos medicamentos também podem induzir vertigem, incluindo anticonvulsivantes, salicilatos, antibióticos, anti-inflamatórios, diuréticos, antimaláricos e agentes quimioterápicos.
Adicionalmente, em alguns indivíduos, substâncias como álcool, cafeína e nicotina podem desencadear ou agravar os episódios de vertigem.
Abordagens de Tratamento para Vertigem
O plano de tratamento para a vertigem deve ser orientado por um clínico geral, otorrinolaringologista ou neurologista, e será adaptado ao tipo específico e à causa subjacente da condição.
No caso de vertigem causada por distúrbios vestibulares, o tratamento geralmente envolve o uso de supressores vestibulares, como anti-histamínicos, antieméticos e sedativos.
Além disso, para a vertigem posicional paroxística benigna (VPPB), o médico pode recomendar manobras fisioterapêuticas para o reposicionamento dos cristais de cálcio no ouvido interno, utilizando movimentos assistidos pela gravidade, como a manobra de Epley.
Quando a vertigem tem uma origem neurológica, o tratamento deve ser orientado por um neurologista, adaptado à doença específica e às necessidades individuais do paciente. Já para infeções bacterianas ou virais do ouvido interno, o otorrinolaringologista pode recomendar tratamento com corticosteroides e antibióticos, e uma drenagem cirúrgica da secreção acumulada poderá ser necessária.
