O clube vimaranense acusou André Villas-Boas de falar sem ter conhecimento e mostrou-se desagradado com as palavras do dirigente portista.
O Vitória de Guimarães emitiu um comunicado em resposta às declarações de André Villas-Boas. O presidente do FC Porto tinha abordado o papel dos investidores nas sociedades desportivas dos clubes portugueses no contexto da centralização dos direitos televisivos.
Villas-Boas usou o clube vimaranense como exemplo, o que não agradou ao Vitória SC, que prontamente reagiu.
A direção liderada por António Miguel Cardoso criticou as palavras do dirigente portista, acusando-o de “falta de conhecimento”.
Leia o Comunicado na Íntegra
“O senhor presidente do FC Porto, André Villas-Boas, optou por especular, nesta sexta-feira, no Portugal Football Summit, sobre o risco de os investidores das sociedades desportivas dos clubes portugueses anteciparem a receita dos direitos televisivos, já num futuro contexto de centralização, mencionando o Vitória Sport Clube a esse respeito.
No que concerne à gestão do Vitória Sport Clube e à presença de um investidor na sua Sociedade Desportiva, o senhor presidente do FC Porto não necessita de se preocupar. Embora compreendamos o interesse no Vitória Sport Clube, rejeitamos intromissões exteriores, especialmente quando demonstram falta de conhecimento. A Sociedade Desportiva do Clube tem a V Sports como parceira, um grupo sólido, credível e com um historial comprovado no mundo do desporto, estando longe de ser uma ameaça, ao contrário do que a narrativa veiculada pelo presidente do FC Porto sugeriu.
Contamos com uma administração que salvaguarda permanentemente os interesses superiores do Vitória Sport Clube, e todas as decisões estruturais tomadas pelo atual Conselho de Administração da SAD são sempre submetidas à apreciação e votação em assembleias gerais dos nossos associados, dado que o clube detém a maioria do capital social da SAD. De resto, não replicamos modelos de gestão de outras SAD.
A atual administração da Vitória Sport Clube, Futebol SAD, tem plena consciência de que a centralização dos direitos televisivos não visa a antecipação de receitas, mas sim a correção de desigualdades históricas e a criação de um modelo de distribuição mais equitativo, o que beneficiará o espetáculo desportivo. É um modelo que permitirá ao futebol português um crescimento equilibrado, atrativo e sustentável, com maior capacidade para atrair, desenvolver e reter talentos. E o Vitória Sport Clube está longe de ser um elemento periférico neste ecossistema. Pelo contrário, é um dos pilares de credibilidade, formação e identidade do futebol nacional.”
A Administração da Vitória SC, Futebol SAD.
