Calendário de Vacinação Infantil 2026: Do Nascimento Aos 4 Anos

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O cronograma de imunização para bebês em 2026 apresenta as vacinas essenciais que as crianças devem receber desde o nascimento até os 4 anos de idade. Isso se deve ao fato de que o sistema imunológico infantil ainda não está totalmente desenvolvido nos primeiros anos de vida. As vacinas são fundamentais para fortalecer as defesas do corpo, prevenindo infecções sérias, minimizando complicações e promovendo um crescimento e desenvolvimento saudáveis.

As vacinas contidas neste calendário são recomendadas pelo Ministério da Saúde e são oferecidas gratuitamente em maternidades e centros de saúde. É crucial que todas as doses sejam devidamente registradas na caderneta de vacinação da criança, um documento essencial para acompanhar a sua imunização.

Vacinas Essenciais para o Bebê

De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde para o calendário de vacinação de 2026, as imunizações indicadas para bebês, desde o nascimento até os 4 anos, incluem:

Nascimento

No momento do nascimento, são indicadas duas vacinas principais. A vacina BCG, administrada em dose única, oferece proteção contra as formas mais graves de tuberculose e é aplicada na maternidade em recém-nascidos com peso igual ou superior a 2 kg.

Também é crucial a primeira dose da vacina contra Hepatite B, que defende o organismo contra o vírus HBV, responsável por inflamações hepáticas. Aconselha-se que esta vacina seja administrada nas primeiras 12 horas de vida do bebê.

Adicionalmente, a Sociedade Brasileira de Imunizações sugere a vacina Nirsevimabe, a ser administrada do nascimento até os 8 meses de idade, principalmente se a gestante não recebeu a vacinação pertinente. Esta imunização protege contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), conhecido por causar condições como bronquiolite, pneumonia e insuficiência respiratória.

2 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 1ª dose, protegendo contra difteria, tétano, coqueluche, infecções por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 1ª dose da vacina que protege contra a poliomielite, ou paralisia infantil;
  • Vacina rotavírus humano: 1ª dose, que deve ser aplicada entre 1 mês e 15 dias e 11 meses e 29 dias. Essa vacina protege contra a gastrenterite viral;

Ainda aos 2 meses, é aconselhada a primeira dose da vacina pneumocócica 10-valente. Esta vacina atua na prevenção da pneumonia e outras infecções causadas por dez sorotipos de pneumococos, incluindo meningite e otite.

3 meses

Com 3 meses, o Ministério da Saúde indica a primeira dose da vacina meningocócica C. Esta imunização previne doenças graves como meningite, encefalite e meningoencefalite, que são provocadas pela bactéria Neisseria meningitidis do sorotipo C.

4 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 2ª dose, contra difteria, tétano, coqueluche, infecções por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 2ª dose da vacina que protege contra a poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina contra o rotavírus: 2ª dose da vacina monovalente ou pentavalente que protege contra o rotavírus. A 2ª dose deve ser administrada entre 3 meses e 15 dias e 23 meses e 29 dias do bebê.

A segunda dose da vacina pneumocócica 10-valente também é recomendada aos 4 meses, continuando a proteção contra meningite, pneumonia e otite.

5 meses

Aos 5 meses, a única vacina recomendada é a segunda dose da meningocócica C, que continua a proteger contra meningite, encefalite e meningoencefalite.

6 meses

  • Vacina pentavalente (DTP / Hib / HB): 3ª dose, que protege contra difteria, tétano, coqueluche, infecções por Haemophilus influenzae B e hepatite B;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 3ª dose da vacina que protege contra a poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina COVID-19: 1ª dose da vacina que ajuda a prevenir as formas graves e óbitos causados pelo vírus SARS-CoV-2;
  • Vacina influenza trivalente: que protege contra a gripe. Inicialmente é recomendado 2 doses com intervalo de 30 dias entre elas.

Anualmente, o Ministério da Saúde aconselha a vacinação contra a influenza para todas as crianças entre 6 meses e menores de 6 anos.

7 meses

Aos 7 meses, a vacina indicada é a segunda dose contra a COVID-19, essencial para prevenir formas graves da doença e mortes decorrentes do vírus SARS-CoV-2.

8 meses

A Sociedade Brasileira de Imunizações, em conjunto com a avaliação pediátrica, pode indicar a vacina Nirsevimabe para bebês entre 8 e 23 meses que apresentem risco de desenvolver infecção grave por VSR.

É importante notar que esta vacina é oferecida exclusivamente em clínicas de vacinação privadas.

9 meses

Para bebês de nove meses, a terceira dose da vacina contra a COVID-19 é recomendada.

Neste período, também se indica a primeira dose da vacina contra a febre amarela.

Em situações específicas e de alto risco de contaminação, o Ministério da Saúde pode recomendar a vacina contra a febre amarela para bebês entre 6 e 8 meses, caso a vacinação não possa ser adiada. Isso se aplica a crianças que residam ou viajarão para áreas com transmissão ativa da doença, sempre mediante avaliação de um profissional de saúde.

12 meses

Aos 12 meses, as imunizações incluem uma dose de reforço da vacina pneumocócica 10-valente e uma dose da vacina meningocócica ACWY, que protege contra as doenças meningocócicas causadas pelos sorotipos A, C, W e Y.

Adicionalmente, indica-se uma dose da vacina tríplice viral, que confere proteção contra sarampo, rubéola, caxumba e, indiretamente, contra a síndrome da rubéola congênita em futuras gestações.

15 meses

  • Vacina tríplice bacteriana (DTP): 1ª dose de reforço da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche, que pode ser feita dos 15 aos 18 meses;
  • Vacina VIP (vírus inativado): 1ª dose de reforço contra poliomielite ou paralisia infantil;
  • Vacina tetra viral (SCR-V): 1 dose, que protege contra sarampo, caxumba, rubéola, catapora e síndrome da rubéola congênita (futuramente, na gravidez);
  • Vacina Hepatite A (inativada): dose única contra o vírus da hepatite A.

O reforço da vacina contra a poliomielite deve ser realizado com a VIP (Vacina Inativada Poliomielite), que utiliza o vírus inativado da paralisia infantil.

Isso se deve ao fato de que a VOP (Vacina Oral Poliomielite), contendo o vírus atenuado, não é mais empregada. Atualmente, o Ministério da Saúde recomenda que todas as doses sejam administradas com a vacina VIP.

4 anos

  • Vacina tríplice bacteriana (DTP): 2ª dose de reforço da vacina que protege contra difteria, tétano e coqueluche;
  • Vacina contra febre amarela (vírus atenuado): 1 dose de reforço;
  • Vacina contra catapora: 1 dose, ajudando a evitar a varicela ou catapora.
  • Vacina da dengue (Qdenga): sendo recomendado pela Sociedade Brasileira de Imunizações a 1ª dose para crianças que nunca tiveram ou que já tiveram dengue anteriormente e a dose de reforço 3 meses depois da 1ª dose.

Em caso de atraso nas vacinações, é fundamental levar a criança ao posto de saúde o mais rápido possível para completar o esquema vacinal, garantindo assim sua proteção integral.

O Ministério da Saúde aconselha uma dose de reforço da vacina dT a cada dez anos, após a última dose de DTP. Em situações de risco elevado de tétano ou difteria, o reforço pode ser antecipado para cinco anos.

Vacinas da COVID-19 em Bebês

Para bebês e crianças menores de 4 anos, há duas opções de vacinas contra a COVID-19:

  • Vacina SpikeVax (monovalente XBB): aplicada em 2 doses, aos 6 e 7 meses de idade, com intervalos de 4 semanas entre elas;
  • Vacina Comirnaty (Pfizer): aplicada em 3 doses, aos 6, 7 e 9 meses de idade, com intervalos de 4 semanas entre a 1ª e a 2ª dose e 8 semanas entre a 2ª e a 3ª dose.

Ambas as vacinas são disponibilizadas gratuitamente pelo SUS e podem ser aplicadas em postos de saúde.

Para crianças com imunodeficiência, o Ministério da Saúde indica um esquema de três doses da vacina contra a COVID-19, com reforços a cada seis meses, até completarem os 4 anos de idade.

Quando Procurar Atendimento Médico Após a Vacinação

Após a imunização, é aconselhável procurar atendimento médico se o bebê manifestar:

  • Alterações na pele como bolinhas vermelhas ou irritação;
  • Febre superior a 39ºC;
  • Convulsões;
  • Dificuldade para respirar;
  • Excesso de tosse ou ruído ao respirar.

Esses sintomas, que geralmente aparecem nas primeiras duas horas após a vacinação, podem sinalizar uma reação adversa. Em caso de ocorrência, é crucial buscar atendimento médico imediato para prevenir possíveis complicações.

Também é aconselhável consultar o pediatra se as reações comuns à vacina, como vermelhidão ou dor no local da aplicação, persistirem por mais de uma semana.