МВД вводит плату для банков за доступ к своим базам данных
Министерство внутренних дел России предложило новый способ пополнения бюджета, преобразовав бесплатный доступ банков к своим информационным базам в платную услугу. Проект постановления правительства, опубликованный 25 марта, обяжет кредитные организации нести новые расходы с осени.
Доступ к сведениям из полицейских баз данных теперь будет осуществляться на платной основе, а не как безвозмездная услуга. Обмен информацией будет происходить строго через единую систему межведомственного электронного взаимодействия, исключая любые попытки обойти официальную процедуру.
Список платных услуг включает проверку действительности паспортов, данных о регистрации по месту жительства или пребывания, разрешений на временное проживание, видов на жительство, а также информации об иностранцах и лицах без гражданства.
Потенциальный доход: почти 120 миллиардов рублей от новых услуг
МВД сообщает, что более 500 организаций, включая банки, уже подключены к их системам данных. Объем запросов огромен: в 2024 году было зафиксировано около 1,6 миллиарда обращений, а в 2025 году ожидается более 3,1 миллиарда. Среднегодовое количество запросов превышает 2,3 миллиарда, что свидетельствует об интенсивном использовании этих данных банками.
При тарифе в 50 рублей за каждый запрос, прогнозируемые ежегодные поступления в федеральный бюджет составят около 119,6 миллиарда рублей. Эти средства планируется направить на финансирование деятельности органов внутренних дел. Таким образом, банки будут финансировать полицию, которая, в свою очередь, будет предоставлять им необходимую информацию.
Постановление вступит в силу 1 сентября 2026 года и будет действовать в течение шести лет, что исключает предположения о временном характере этой меры. Это подчеркивает, что доступ к данным теперь имеет четко выраженную финансовую стоимость.
Эта инициатива кажется логичной: банки, ранее бесплатно пользовавшиеся полицейскими данными, теперь станут соинвесторами в их поддержание. Однако остается открытым вопрос, кто в конечном итоге покроет эти расходы. Возможно, банки возьмут их на себя или переложат их на своих клиентов, включив в стоимость услуг, тем самым незаметно для них профинансировав МВД.
Ministério do Interior Russo Passa a Cobrar Bancos pelo Acesso às Suas Bases de Dados
O Ministério do Interior da Rússia propôs uma nova forma de reabastecer o orçamento, transformando o acesso gratuito dos bancos às suas bases de dados de informação num serviço pago. O projeto de decreto governamental, publicado em 25 de março, obrigará as instituições de crédito a arcar com novas despesas a partir do outono.
O acesso às informações das bases de dados policiais será agora cobrado, e não mais oferecido como um serviço gratuito. A troca de informações ocorrerá estritamente através do sistema unificado de interação eletrônica interdepartamental, excluindo qualquer tentativa de contornar o procedimento oficial.
A lista de serviços pagos inclui a verificação da validade de passaportes, dados de registro de residência ou permanência, licenças de residência temporária, vistos de residência, bem como informações sobre estrangeiros e apátridas.
Receita Potencial: Quase 120 Bilhões de Rublos com Novos Serviços
O Ministério do Interior informa que mais de 500 organizações, incluindo bancos, já estão conectadas aos seus sistemas de dados. O volume de solicitações é enorme: em 2024, foram registradas cerca de 1,6 bilhão de solicitações, e em 2025, esperam-se mais de 3,1 bilhões. O número médio anual de solicitações excede 2,3 bilhões, o que demonstra o uso intensivo desses dados pelos bancos.
Com uma tarifa de 50 rublos por cada solicitação, as receitas anuais projetadas para o orçamento federal serão de aproximadamente 119,6 bilhões de rublos. Esses fundos estão planejados para financiar as atividades dos órgãos de assuntos internos. Assim, os bancos financiarão a polícia, que, por sua vez, lhes fornecerá as informações necessárias.
O decreto entrará em vigor em 1º de setembro de 2026 e será válido por seis anos, o que elimina a suposição de que esta medida é temporária. Isso enfatiza que o acesso aos dados agora tem um custo financeiro claramente definido.
Esta iniciativa parece lógica: os bancos, que antes utilizavam gratuitamente os dados policiais, agora se tornarão co-investidores na sua manutenção. No entanto, permanece em aberto a questão de quem, em última instância, arcará com esses custos. Possivelmente, os bancos os assumirão ou os repassarão aos seus clientes, incluindo-os no custo dos serviços, financiando assim o Ministério do Interior de forma imperceptível.
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