As operadoras de telecomunicações estão a apresentar uma proposta significativa para que as empresas responsáveis pela construção de grandes infraestruturas, como estradas, linhas de transmissão de energia (LTs) e gasodutos, sejam legalmente obrigadas a integrar, de forma proativa e desde as fases iniciais do projeto, a infraestrutura necessária para as linhas de comunicação.
O principal objetivo desta medida é simplificar consideravelmente o acesso a estas infraestruturas por parte dos operadores de telecomunicações, o que, por sua vez, deverá acelerar substancialmente o processo de implantação de novas redes de comunicação e, consequentemente, contribuir para uma redução notável dos custos associados à sua criação, expansão e manutenção.
Esta iniciativa já foi oficialmente incluída nas discussões sobre a estratégia de desenvolvimento do setor de comunicações, com um horizonte temporal que se estende até 2035. Contudo, apesar da sua lógica inquestionável e dos benefícios evidentes que poderia trazer, diversos participantes do mercado expressam um certo ceticismo, sublinhando que muitas propostas construtivas e de otimização semelhantes, apresentadas em contextos anteriores, nunca chegaram a ser efetivamente implementadas ou transformadas em realidade.
