8 Principais Sintomas de Aborto e Como Confirmar

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A perda gestacional até a 20ª semana de gravidez, conhecida como aborto espontâneo, pode ocorrer de forma súbita. Entre as causas mais comuns estão malformações fetais, infecções, traumas físicos e condições médicas não controladas, como diabetes e hipertensão. Ao suspeitar de um aborto, é crucial procurar atendimento médico hospitalar rapidamente para avaliação e tratamento adequados.

Os sinais de alerta para um possível aborto incluem:

  1. Febre e calafrios.
  2. Presença de corrimento vaginal com odor desagradável.
  3. Sangramento vaginal, que pode iniciar com uma tonalidade amarronzada.
  4. Dor abdominal intensa, comparável a cólicas menstruais fortes.
  5. Perda de líquidos pela vagina, com ou sem dor associada.
  6. Eliminação de coágulos sanguíneos ou tecidos pela vagina.
  7. Dor de cabeça intensa ou persistente.
  8. Ausência de movimentos fetais perceptíveis por mais de 5 horas.

Em caso de qualquer um desses sintomas, é fundamental dirigir-se ao hospital o mais breve possível para que um médico possa examinar a situação e, se necessário, iniciar o tratamento apropriado, que pode envolver repouso e medicação.

Confirmação do Aborto

A confirmação de um aborto espontâneo é geralmente realizada através de ultrassonografia transvaginal, após uma avaliação clínica inicial dos sintomas e exame ginecológico. O obstetra pode também solicitar dosagens de beta-hCG quantitativo, especialmente se o resultado do ultrassom for inconclusivo ou se não houver visualização da gestação.

Diferenciando Sangramento de Aborto e Menstruação

Distinguir um sangramento de aborto de uma menstruação atrasada pode ser desafiador. No caso de aborto, o sangramento tende a ser mais avermelhado, potencialmente com odor forte, abundante e de difícil contenção com absorventes. É comum observar coágulos maiores e a presença de tecido acinzentado. Em contraste, o sangramento de uma menstruação atrasada geralmente é marrom-avermelhado claro, facilmente controlável com absorventes, e pode apresentar pequenos coágulos, se houver.

Prevenção do Aborto

Algumas medidas podem contribuir para a prevenção do aborto, como evitar o consumo de álcool e a automedicação, sempre buscando orientação médica. É importante que gestantes realizem atividades físicas leves ou moderadas, preferencialmente indicadas para gravidez, e mantenham um acompanhamento pré-natal rigoroso, comparecendo a todas as consultas e realizando os exames solicitados. Mulheres com histórico de dificuldade em levar a gravidez a termo necessitam de acompanhamento médico semanal.

Tipos de Aborto

Quando ocorre um aborto, a expulsão do conteúdo uterino pode variar, classificando-se em:

  • Incompleto: Quando apenas parte do conteúdo uterino é expulso ou as membranas se rompem.
  • Completo: Quando todo o conteúdo uterino é expelido.
  • Retido: Quando o feto permanece morto no útero por quatro semanas ou mais.

O aborto também pode ser classificado como precoce (antes da 12ª semana de gestação) ou tardio (entre a 12ª e a 20ª semana). Em certos casos, o aborto pode ser induzido por motivos terapêuticos, sob supervisão médica.

Cuidados Pós-Aborto

Após um aborto, a mulher deve ser avaliada por um médico. Se houver resquícios do embrião no útero, pode ser necessária uma curetagem. Em algumas situações, o médico pode prescrever medicamentos para auxiliar na expulsão dos restos embrionários ou realizar um procedimento cirúrgico para remoção imediata.

Possíveis Consequências

As consequências do aborto podem ser psicológicas, incluindo sentimentos de culpa, ansiedade, depressão e alterações no comportamento e qualidade de vida. Complicações físicas são mais frequentes em abortos induzidos em condições inadequadas, aumentando o risco de perfuração uterina, infecção por retenção de restos placentários, tétano (em ambientes precários), esterilidade (devido a danos irreversíveis ao sistema reprodutor) e inflamações que podem se disseminar, pondo a vida em risco. O agravamento das complicações está relacionado ao estágio da gestação. No aborto espontâneo, a falta de acompanhamento médico pode levar a infecções pela permanência de restos embrionários.